Coronavírus

Covid-19: DGS revela que muitos doentes que morreram tinham doenças associadas

ANTÓNIO COTRIM

"A maior parte delas têm três doenças".

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A Diretora-Geral da Saúde revelou esta sexta-feira que muitos dos doentes que morreram de covid-19 tinham várias doenças associadas, e que as mais comuns são do aparelho cardiocirculatório, doenças respiratórias, a diabetes e doença renal crónica.

Graça Freitas, na conferência de imprensa diária no Ministério de Saúde, em Lisboa, adiantou também que, "entre a data do início de sintomas e a data do óbito, em média, decorreram oito dias".

Segundo a Diretora-Geral da Saúde, também já é possível traçar uma mediana em relação aos doentes que morreram com covid-19, nas mulheres a média é de 85 anos e nos homens é de 80 anos. "A maior parte destas pessoas [que morreram] além do fator idade tem várias doenças e habitualmente têm mais do que uma doença. A maior parte delas têm três doenças", acrescentou.

Entre as doenças mais comuns nas pessoas que morreram infetadas com o novo coronavírus constatou-se as do aparelho cardiocirculatório, doenças respiratórias, a diabetes, doença renal crónica, neoplasias e as doenças cerebrovasculares em geral.

Graça Freitas sublinhou também que a taxa de letalidade entre os idosos situa-se abaixo nos 10%.

"Não é nenhuma fatalidade ser idoso e ter alguma destas doenças, significa apenas um aumento do risco", frisou.

Em relação às medidas a aplicar aos lares de idosos para combater o contágio do novo coronavírus, a diretora-geral da Saúde disse que têm decorrido "imensas reuniões entre o setor da saúde da segurança social" e que têm sido dadas muitas indicações aos profissionais e que "a situação está desde o início priorizada".

"A nossa grande preocupação é, ao mínimo sintoma, entre idosos, funcionários ou profissionais,isolar, isolar, isolar, testar testar, testar e separar populações que estão positivas por covid-19 das negativas", referiu Graça Freitas.

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