Coronavírus

Covid-19: CIP diz que apoios às empresas são insuficientes

Molly Darlington

O Presidente da Confederação Empresarial de Portugal propõe que parte dos apoios seja a fundo perdido, para evitar endividamento.

Especial Coronavírus

A CIP elogia a aprovação europeia de 13 mil milhões de euros de apoios do Governo português à economia, mas avisa que continua a ser insuficiente face à "paralisação" provocada pela pandemia e inferior ao atribuído por países concorrentes.

"As decisões da Comissão Europeia vão no bom sentido, mas ainda são manifestamente curtas face à paralisação económica que enfrentamos. As empresas portuguesas estão a ser prejudicadas face aos seus concorrentes europeus, que estão a receber apoios públicos dos seus países mais substanciais e mais rápidos", afirma o presidente da CIP - Confederação Empresarial de Portugal numa nota.

Alertando que "esta diferença" terá como "consequências imediatas mais desemprego e uma recuperação mais lenta em Portugal", António Saraiva considera "fundamental aprovar um plano robusto e imediato": "O Governo tem de agir já. Não pode ser por episódios. As empresas portuguesas não podem ficar sozinhas", sustenta.

A Comissão Europeia autorizou no sábado a injeção pelo Estado português de 13 mil milhões de euros para combater o impacto económico da crise provocada pela pandemia de Covid-19, a efetuar através da atribuição de empréstimos e garantias às empresas, numa decisão que a CIP considera ser "positiva", mas ficar ainda "aquém do problema que as empresas portuguesas enfrentam quase sozinhas".

"É muito importante que parte dos apoios seja a fundo perdido"

"Tal como a CIP propôs, é muito importante que parte dos apoios seja a fundo perdido. As empresas precisam urgentemente de tesouraria e não de mais e mais endividamento. Só assim conseguimos evitar uma potencial calamidade empresarial e social em Portugal", adverte António Saraiva na mesma nota.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 68 mil.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito esta segunda-feira pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 311 mortes, mais 26 do que na véspera, e 11.730 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 452 em relação a sábado (4,0%).

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 2 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 de março o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

SIGA AQUI AO MINUTO TODA A INFORMAÇÃO SOBRE A COVID-19