Coronavírus

Marcelo e os cinco maiores banqueiros portugueses em videoconferência

Marcelo e os cinco maiores banqueiros portugueses em videoconferência

Ana Geraldes

Ana Geraldes

Jornalista

Presidente quer financiamento rápido na economia.

Especial Coronavírus

É para hoje e não para amanhã. No "contrarrelógio", como lhe chamou, Marcelo Rebelo de Sousa convocou os cinco maiores banqueiros do país para uma reunião na tarde desta segunda-feira, em Belém.

Será por videoconferência e ao que a SIC apurou, não se tratam de audiências particulares mas de uma reunião em conjunto, em que a todos será pedido um apoio rápido e robusto às empresas e famílias já atingidas por dificuldades devido à pandemia da Covid-19.

O Presidente já o tinha dito, no sábado, durante uma visita a uma sementeira de tomate na lezíria ribatejana, que é o tempo dos bancos retribuirem aos portugueses o facto destes os terem salvo durante o período da crise financeira:

"A banca deve ao país, por causa das circunstâncias que todos conhecemos, de uma crise que tivemos há anos, um contributo muito importante durante anos. Cada português contribuiu para viabilizar bancos e felizmente viabilizaram-se, deram a volta por cima". O Presidente acrescenta que pagaram o que deviam, mas é o tempo de agilizarem processos "às vezes demorados e difíceis" e que "peguem nas linhas de crédito e façam chegar às empresas", "para que o dinheiro chegue ao terreno".

É nesse sentido que diz que irá ouvir o que os presidentes da Caixa Geral de Depósitos, Millenium BCP, Santander Portugal, Novo Banco e BPI têm a dizer sobre o pacote de medidas tomadas pelo Governo, como veem a situação decorrente da paragem na economia por causa do surto do novo coronavírus e que ação têm para colocar dinheiro na economia no imediato.

"A economia precisa do dinheiro mais cedo, as famílias precisam do dinheiro mais cedo, os trabalhadores precisam de trabalho mais cedo", disse Marcelo na antecipação deste encontro, não querendo adiantar se vai mais no sentido dos bancos abdicarem dos lucros, mas congratulando os que decidiram não distribuir dividendos, considerando essa uma decisão muito sensata "pegar nesse dinheiro e investir na economia portuguesa".

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