Coronavírus

Metro de Lisboa controla temperatura na entrada das instalações

MANUEL DE ALMEIDA

A medida é obrigatória para os prestadores de serviço da empresa de transportes.

Especial Coronavírus

O Metropolitano de Lisboa vai controlar, a partir de hoje, a temperatura dos prestadores de serviços, inclusive fornecedores, empreiteiros e visitantes, à entrada das instalações, medida que pode ser alargada aos trabalhadores, no âmbito do combate à Covid-19.

A medição de temperatura é "obrigatória a todos os prestadores de serviços e voluntária para trabalhadores", avançou a empresa de transporte público, num comunicado enviado à agência Lusa.

No âmbito do plano de contingência do Metropolitano de Lisboa para combate ao novo coronavírus, o controlo da temperatura visa a "proteção dos seus colaboradores e clientes, encontrando-se as mesmas alinhadas com as melhores práticas nacionais e internacionais, no sentido de reforçar a saúde pública e de evitar a propagação da Covid-19".

Segundo a empresa, a medição de temperatura a todos os prestadores de serviços é realizada nos vários edifícios administrativos, nomeadamente nos parques de material e oficinas, nos postos de tração, nas centrais de movimento e nas zonas de acesso privado existentes nas estações, em locais reservados para o efeito.

"A medição é efetuada de forma segura pelos vigilantes das referidas instalações, através de termómetros digitais de infravermelhos, sem contacto. Os vigilantes utilizarão máscara e farão a higienização das mãos antes e após cada medição de temperatura", avançou o Metropolitano, ressalvando que a medida é obrigatória para todos os prestadores de serviços.

No sentido de salvaguardar os princípios de proteção de dados pessoais, a empresa não vai realizar quaisquer registos das medições de temperatura efetuadas, indicando que, em caso de temperatura superior a 37,5 graus, serão adotadas, "de imediato", as recomendações da Direção-Geral da Saúde.

De acordo com o Metropolitano de Lisboa, "os intervenientes envolvidos neste procedimento estão obrigados ao dever de confidencialidade, sendo o mesmo efetuado temporariamente, apenas durante o atual cenário de pandemia".

A empresa vai continuar a acompanhar ativamente a evolução da situação de pandemia da Covid-19, adiantando que serão implementadas "as medidas que, a cada momento, se vierem a considerar necessárias para garantir as melhores condições de saúde e de segurança aos seus colaboradores e clientes".

Foi registada uma redução de 48,4% nas validações

Na semana passada, o Metropolitano de Lisboa revelou que houve "uma redução de 48,4% de validações", devido à pandemia de Covid-19, assegurando que, apesar da quebra do movimento de clientes, se mantêm as equipas de segurança, sem registo de incidentes anormais.

"De dia 2 de março a 17 de março, verificou-se uma redução de 48,4% de validações", avançou à Lusa a empresa de transporte público, indicando que a redução de passageiros no Metropolitano de Lisboa se verificou, essencialmente, a partir de 16 de março, data em que as escolas encerraram e em que se registou "uma maior quebra do movimento de clientes, com uma redução de 68,8% de validações".

A empresa fez "alguns ajustamentos adicionais" no nível de oferta e no funcionamento de alguns serviços, desde 23 de março, passando a funcionar, em todas as linhas, em horário de fim de semana, assim como procedendo à abertura dos canais de validação em toda a rede.

Apesar de ser possível qualquer pessoa entrar no Metro sem validar o bilhete, "até ao momento não existem registos de incidentes anormais".

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 68 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito na segunda-feira pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 311 mortes, mais 16 do que na véspera, e 11.730 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 452 em relação a domingo.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

SIGA AQUI AO MINUTO TODA A INFORMAÇÃO SOBRE A COVID-19