Coronavírus

Cartões Lisboa Viva que expiraram em fevereiro podem ser carregados

Rafael Marchante

Passes vão passar a poder ser carregados nas caixas de multibanco.

Especial Coronavírus

Os cartões Lisboa Viva que perderam a validade após o dia 23 de fevereiro vão continuar a poder ser carregados nas máquinas automáticas do Metropolitano e no sítio oficial da Internet durante o estado de emergência, foi anunciado esta terça-feira.

Em comunicado, a Área Metropolitana de Lisboa (AML) refere que os passes Navegante vão poder ser comprados e carregados em cartões com validade terminada depois de 23 de fevereiro.

São também abrangidos pela medida os títulos de transporte Social+, 4-18 e Sub-23 que perderam a validade no mesmo período.

A AML acrescenta que brevemente os passes poderão ser carregados nas caixas de multibanco.

"Os cartões e perfis de âmbito social que perderiam a sua validade neste período de contenção da pandemia do [novo] coronavírus manterão, desta forma, a sua validade enquanto o mesmo decorrer, sendo assim possível a aquisição e carregamento do passe no cartão", pode ler-se no comunicado.

Segundo a Área Metropolitana de Lisboa, a medida pretende "assegurar a disponibilidade de serviços considerados essenciais, numa altura em que a oferta de atendimento presencial se encontra reduzida, por forma a cumprir com as normas de segurança".

Em 02 de abril, a AML anunciou que o Cartão Viva Lisboa e os títulos de transporte Social+, 4-18 e Sub-23 que perderam a validade desde o dia 23 de fevereiro, ou que fossem a expirar durante o estado de emergência, iriam manter-se válidos.

A medida foi decidida tendo em conta o contexto social existente e será conferida durante o prazo de vigência de estado de emergência, prolongado por mais 15 dias - até 17 de abril - ou enquanto vigorarem as medidas restritivas impostas.

O Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes Públicos (PART), em funcionamento há um ano, permitiu aumentar em 18% os passageiros na Área Metropolitana de Lisboa e acrescer em 38% os passes vendidos na Área Metropolitana do Porto.

Num balanço do primeiro ano do PART, assinalado em 01 de abril, o Ministério do Ambiente e da Ação Climática sublinhou que "foi possível criar os passes únicos nas Áreas Metropolitanas (em alguns casos o valor do passe reduziu-se em mais de 100 euros) e desenvolver, nas Comunidades Intermunicipais, medidas de redução do preço dos títulos mensais e de reforço da oferta de transportes".

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