Coronavírus

Quando a fome é mais assustadora que um vírus

Marco Carrasqueira

Marco Carrasqueira

Editor de Imagem

Covid-19: o País e o Mundo 

Especial Coronavírus

Face à pandemia do coronavírus, trabalhadores são obrigados a ficar em casa, não só porque assim os governos o dizem, como a falta de trabalho o dita. Mas, na América Latina, há uma preocupação acrescida. Sem trabalho, muitas famílias ficam sem rendimentos e sem possibilidades de comprar mantimentos.

A fome é mais assustadora que o vírus.

De Bogotá, na Colômbia, chega o testemunho emocionado de um empresário da restauração, que durante uma visita a dois bairros sociais da capital colombiana, viu famílias não comiam há vários dias.

Em 2019, um quarto dos colombianos vivia abaixo do limiar da pobreza

Nos campos, a realidade não é tão diferente. Os agricultores continuam a trabalhar a pedido dos governos, mas a falta de informação torna-se assustadora para todos aqueles que não podem abandonar os campos.

Em Guaqui, na Bolívia, uma agricultora confessa que face ao coronavírus, há menos recursos. "Não estamos a vender nada e não temos dinheiro. Vamos viver de quê?"

Na capital boliviana, La Paz, uma taxista queixa-se da falta de trabalho perante o medo das pessoas em saírem à rua. A fome também é uma preocupação para esta mãe que não sabe como vai continuar a alimentar o filho: "Como mãe, é doloroso porque abres o frigorifico e vês que está vazio"

O Presidente da Bolívia decretou o pagamento de 66 euros a 1,6 milhões de famílias carenciadas.