Coronavírus

Câmara de Lisboa aprova aquisição de computadores para alunos carenciados do 1.º ciclo

Jorge Silva

Será um investimento de cerca de 1,5 milhões de euros.

Especial Coronavírus

A Câmara de Lisboa aprovou esta quinta-feira, em reunião privada do executivo, a aquisição de computadores e routers para alunos do 1.º ciclo sem acesso a estes equipamentos, num investimento de cerca de 1,5 milhões de euros.

A medida faz parte de um "programa para redução das desigualdades dos alunos de 1.º ciclo das escolas do município", aprovado com os votos favoráveis do PS e BE (partidos que têm um acordo de governação do concelho) e a abstenção de PSD, CDS-PP e PCP, disse à Lusa fonte bloquista.

De acordo com a proposta do vereador da Educação, Manuel Grilo (BE), Lisboa tem 84 escolas básicas públicas, com um total de 13.568 alunos de 1.º ciclo que, com o encerramento dos estabelecimentos de ensino em 16 de março, devido à pandemia de Covid-19, estão a ter aulas à distância.

"Depois de um levantamento exaustivo feito nas escolas sob alçada do município, estamos agora em condições de afirmar que há, pelo menos, 3.050 alunos do 1.º ciclo sem acesso a computador, tablet e/ou Internet de banda larga. Acresce a este número uma quantidade significativa de jovens que, tendo acesso doméstico a um dispositivo, têm, porém, de partilhá-lo com irmãos e/ou familiares em teletrabalho", lê-se numa nota divulgada pelo gabinete de Manuel Grilo.

Nesse sentido, o BE propôs à autarquia, liderada pelo socialista Fernando Medina, que adquira computadores e routers 4G, dando resposta às crianças do 1.º ciclo em situação de maior vulnerabilidade, um investimento estimado em 1,5 milhões de euros.

"Para dar resposta à emergência, e à semelhança do que já acontece com outros municípios, o município deve adquirir computadores portáteis adequados à faixa etária e router 4G e com Internet móvel para o terceiro período, podendo incluir um centro de apoio e conteúdos programático incorporado.

O fornecimento de computadores e routers 4G durante três meses, possibilitando o acesso a internet de banda larga, permitirá a conclusão deste ano letivo e como dotar as escolas com o hardware necessário para posterior utilização em moldes a definir", estabelece o programa proposto pelo Bloco.

"Apenas este complemento tecnológico permitirá assegurar que todos os alunos têm acesso a ferramentas que mitiguem os efeitos perversos da pandemia, nomeadamente no que diz respeito ao previsível aumento das desigualdades em contexto escolar", defende o vereador da Educação, citado no mesmo comunicado.

A proposta do BE inclui também o acesso remoto a obras do Plano Nacional de Leitura e a implementação de medidas que mitiguem o efeito de violência doméstica sobre crianças e jovens em confinamento.

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