Coronavírus

Pedidos de asilo na UE caíram para metade em março devido à pandemia

(Arquivo)

Guglielmo Mangiapane

Revelou esta quinta-feira o Gabinete Europeu de Apoio ao Asilo (EASO).

Especial Coronavírus

Os pedidos de asilo na União Europeia caíram para praticamente metade em março, mês em que a maioria dos Estados-membros encerraram as fronteiras para combater a pandemia da covid-19.

De acordo com os dados do Gabinete Europeu de Apoio ao Asilo (EASO), em março foram introduzidos 34.737 pedidos de asilo na UE, o que representa uma quebra de 43% face ao mês anterior, notando a EASO que, imediatamente antes de a pandemia atingir a Europa, os números de requerimentos haviam sido muito elevados, designadamente 65.300 em janeiro e 61.100 em fevereiro, um aumento de 16% face ao período homólogo.

A EASO atribui esta queda nos pedidos de asilo que deram entrada na UE ao facto de o surto do novo coronavírus ter afetado, em diferentes graus, o funcionamento das autoridades responsáveis pelo asilo, tanto no que diz respeito às atividades dos próprios sistemas de asilo, como devido a restrições nas fronteiras.

"Assim, os números de março não são verdadeiramente indicativos das tendências migratórias relacionadas com o asilo para a UE, sendo antes o resultado das medidas de contenção da covid-19", sublinha a agência.

A EASO recorda que, em 16 de abril, a Comissão Europeia, com o seu contributo, apresentou orientações sobre a aplicação das regras da UE em matéria de asilo e de procedimentos de regresso, com recomendações aos Estados-Membros sobre as formas de assegurar a continuidade dos procedimentos de asilo no contexto da situação provocada pela covid-19.

A agência aponta que, antes de o surto da covid-19 atingir a Europa em março, mais de um terço dos pedidos de asilo na UE eram de cidadãos de quatro países, designadamente Síria (14.441), Afeganistão (13.245), Colômbia (10.155) e Venezuela (10.098).

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