Coronavírus

Médicos e políticos da Bósnia demitidos após participarem em festa

Violaram as restrições de movimento e reunião devido à covid-19.

Especial Coronavírus

Um alto responsável do principal hospital público da Bósnia, um ministro e um assessor do Governo na luta contra a covid-19 foram destituídos após terem violado as restrições de movimento e reunião ao participarem numa celebração num restaurante.

O médico Jusuf Sabanovic, diretor do departamento de Cirurgia abdominal do Centro clínico de Sarajevo, foi hoje despedido após reunir na segunda-feira cerca de 20 pessoas num restaurante da cidade, para celebrar o seu aniversário, com a participação de diversos artistas locais.

A festa foi interrompida pela polícia, que informou terem sido aplicadas multas ao todos os participantes e ao proprietário do restaurante.

O decano da Faculdade de Veterinária de Sarajevo, Nihad Fejzic, que se encontrava presente, foi expulso do grupo de peritos que aconselha o Governo do cantão de Sarajevo no combate à pandemia do novo coronavírus.

O ministro do Comércio Externo, Stasa Kosarac, pediu desculpas públicas por ter participado na celebração, mas responsáveis do seu partido indicaram que a sua carreira política "terminou".

A Bósnia-Herzegovina regista 1.926 casos confirmados da covid-19, com 79 mortos.

Mais de 251 mil mortos e 3,6 milhões de infetados em 195 países

A pandemia de covid-19 já matou 251.512 pessoas e infetou 3.595.970 em 195 países desde que surgiu em dezembro na cidade chinesa de Wuhan, segundo um balanço da AFP às 11:00.

Pelo menos 1.104.600 pessoas foram consideradas curados pelas autoridades de saúde.

Os Estados Unidos, que registaram o primeiro morto ligado ao novo coronavírus no final de fevereiro, lideram em número de óbitos e casos, com 68.934 e 1.180.634, respetivamente. Pelo menos 187.180 pessoas foram declaradas curadas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são Itália, com 29.079 mortos em 211.938 casos, Reino Unido com 28.734 mortos (190.584 casos), Espanha com 25.613 mortos (219.329 casos) e França com 25.201 óbitos (169.462 casos).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia começou no final de dezembro, contabilizou 82.881 casos (um novo entre segunda-feira e hoje), incluindo 4.633 mortos (nenhum novo) e 77.853 curados.

Até às 11:00 de hoje, a Europa totalizou 145.612 mortos para 1.583.788 casos, Estados Unidos e Canadá 72.897 mortos (1.241.406 casos), América Latina e Caraíbas 14.415 mortos (272.061 casos), Ásia 9.506 morteos (252.541 casos), Médio Oriente 7.115 mortos (191.152 casos), África 1.843 mortes (46.857 casos) e Oceânia 124 mortos (8.174 casos).

A AFP alerta que o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do número real de infeções, já que um grande número de países está agora a testar apenas os casos que requerem atendimento hospitalar.

Portugal é o 21.º país do mundo com mais óbitos e o 20.º em número de infeções

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta terça-feira a existência de 1.074 mortes e 25.702 casos de Covid-19 em Portugal.

O número de óbitos subiu, de ontem para hoje, de 1.063 para 1.074, mais 11 - uma subida de 1% -, enquanto o número de infetados aumentou de 25.524 para 25.702, mais 178, o que representa um aumento de 0,6%.

O número de casos recuperados subiu de 1.712 para 1.743, mais 31 do que no dia anterior.

Portugal entrou domingo em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.