Coronavírus

UE e Balcãs analisam resposta à Covid-19 e à desinformação da China e Rússia

Passageira com máscara protetora numa estação de comboios da Indonésia, após casos confirmados de coronavírus.

Willy Kurniawan

A UE já alertou que esse tipo de informação manipulada pretende "minar a perspetiva europeia na região" dos Balcãs ocidentais.

Especial Coronavírus

Os líderes da União Europeia (UE) e de seis países dos Balcãs Ocidentais vão abordar esta quarta-feira a resposta comum à covid-19, com especial enfoque na desinformação e propaganda impulsionada desde a China e da Rússia.

Na reunião, por videoconferência, será também analisada perspetiva da Europa para a região dos Balcãs, na presença de, além dos 27, da Albânia, Bósnia-Herzegovina, Macedónia do Morte, Montenegro, Sérvia e Kosovo, antiga província sérvia.

Na atual situação, a principal questão a tratar será a resposta ao novo coronavírus e às suas consequências socioeconómicas, em que ambas as partes têm colaborado, bem como ao destino de 3.300 milhões de euros afetados pela UE aos Balcãs ocidentais para que estes possam aceder ao financiamento comunitário.

Tal inclui o apoio imediato ao setor sanitário, além de uma ajuda macrofinanceira de 750 milhões de euros e ainda um outro pacote de 1.700 milhões de euros por parte do Banco Europeu de Investimentos (BEI).

Segundo um relatório recente de um grupo de trabalho do Serviço Europeu de Ação Exterior, outro tema chave a debater é a questão da desinformação e outras "atividades híbridas" oriundas de países terceiros, como a China e Rússia.

A UE já alertou que esse tipo de informação manipulada pretende "minar a perspetiva europeia na região" dos Balcãs ocidentais, pelo que será analisada a forma de potenciar a resistência à desinformação, reforçar os mecanismos de cibersegurança e definir uma comunicação estratégica.

Outro tema é a contribuição e o alinhamento dos Balcãs ocidentais para a Política Externa e de Segurança Comum na Europa.

"A nossa mensagem tem sido sempre consistente: continuaremos a ser parceiros sólidos, de confiança e previsíveis para a região. Não há outra alternativa credível. Para cada parceiro, a UE é, e continuará a ser, o número um. Países como a Rússia ou a China nem sequer estão pretos disso", indicaram fontes comunitárias, citadas pela agência noticiosa EFE.

As duas partes vão analisar ainda desafios comuns ligados à segurança, como a luta contra o terrorismo, a radicalização e o regresso de combatentes estrangeiros.

Por outro lado, a UE pretende dar ênfase à necessidade de os países ocidentais dos Balcãs reforçarem a luta contra a corrupção e ao crime organizado, incluindo os esforços para combater o cultivo de drogas e o tráfico de seres humanos, armas e drogas.

No final dos trabalhos da cimeira, aguarda-se uma declaração conjunta.Fontes comunitárias citadas pela EFE indicaram que a cimeira não prevê debater de forma específica os processos de negociação de adesão à UE, destacando que a 26 de março foi notório o avanço nesse sentido feito pelos europeus com as candidaturas da Albânia e da Macedónia do Norte.

O tema, segundo as mesmas fontes, será novamente retomado a nível ministerial em junho próximo.

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