Coronavírus

Treinador do Shefield United não vai obrigar futebolistas a atuar

Anthony Devlin

Negociações com os 20 clubes da Liga inglesa para retomar o campeonato têm sido difíceis.

Especial Coronavírus

O treinador do Sheffield United, Chris Wilder, assegurou hoje que não forçará um futebolista a jogar se este invocar falta de condições, por receio de contágio com covid-19.

"Se algum jogador, seja ele qual for, me vier dizer 'não é para mim', eu respeitá-lo-ei", disse Chris Wilder, em declarações ao canal de televisão BeIN Sports.

A Liga inglesa, suspensa desde março quando faltam por cumprir nove jornadas, está a estudar a melhor forma de recomeçar o campeonato com jogos à porta fechada e a decorrerem num número limitado de estádios, mas as negociações com os 20 clubes têm sido difíceis.

Estes dois pontos têm merecido a oposição de alguns clubes, sobretudo os mais mal classificados, que querem, não podendo contar com o apoio do seu público, jogar nos respetivos estádios por entenderem que têm mais hipóteses de alcançarem a manutenção do que se o fizerem em estádios neutros ou de adversários.

"Uma das coisas um pouco dececionantes sobre este assunto é que as pessoas assumem posições unicamente em função do seu lugar na classificação e dos seus interesses. Acho que é preciso ter um pouco de elevação", referiu o técnico do Shefield United.

Não obstante, Chris Wilder está convencido de que a Premier League irá seguir as pisadas da liga alemã, que será retomada na próxima semana e que irá até ao fim, ao contrário do que sucederá com os campeonatos principais da Holanda e da França, e provavelmente da Bélgica.

"Acho que temos que terminar a temporada (...). Toda a gente que está bem informada compreende as implicações de uma decisão de pôr fim à época, quer do ponto de vista financeiro, quer do ponto de vista social e até moral", disse Wilder.

Quando a 'Premier League' foi suspensa, o promovido Sheffield United encontrava-se em sétimo lugar, a dois pontos do quinto, que dá acesso à Liga Europa, ocupado pelo Manchester United, e a cinco pontos do Chelsea, quarto classificado, último posto de acesso à Liga dos Campeões Europeus na época 2020/21.

Portugal com 1105 mortos e mais de 26 mil infetados

Portugal regista esta quinta-feira 1.105 mortes relacionadas com a covid-19, mais 16 do que na quarta-feira, e 26.715 infetados (mais 533), segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção Geral da Saúde.

Em comparação com os dados de quarta-feira, em que se registavam 1.089 mortos, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 1,5%.

Relativamente ao número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus (26.715), os dados da Direção Geral da Saúde (DGS) revelam que há mais 533 casos do que na quarta-feira (26.182), representando uma subida de 2%.

Mais de 263 mil mortos e mais de 3,7 milhões de infetados em todo mundo

A pandemia de covid-19 já matou 263.792 pessoas e infetou mais de 3.766.180 em 195 países desde que surgiu em dezembro na cidade chinesa de Wuhan, segundo um balanço da AFP às 11:00.

Pelo menos 1.179.700 pessoas foram consideradas curadas pelas autoridades de saúde.

Os Estados Unidos, que registaram o primeiro morto ligado ao novo coronavírus no final de fevereiro, lideram em número de óbitos e casos, com 73.431 e 1.228.609, respetivamente. Pelo menos 189.910 pessoas foram declaradas curadas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Reino Unido com 30.076 mortes para 201.101 casos, Itália com 29.684 mortes (214.457 casos), Espanha com 26.070 mortes (221.447 casos) e França com 25.809 mortes (174.191 casos).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia começou no final de dezembro, contabilizou 82.885 casos (dois novos entre quarta-feira e hoje), incluindo 4.633 mortes e 77.957 curados.

Desde as 19:00 de quarta-feira, as ilhas Comores anunciaram a primeira morte ligada aos vírus.

Até às 11:00 de hoje, a Europa totalizou 150.249 mortes para 1.641.959 casos, Estados Unidos e Canadá 77.710 mortes (1.291.985 casos), América Latina e Caraíbas 16.425 mortes (302.702 casos), Ásia 9.962 mortes (267.376 casos), Médio Oriente 7.314 mortes (202.367 casos), África 2.007 mortes (51.569 casos) e Oceânia 125 mortes (8.223 casos).