Coronavírus

Itália não passará o verão em quarentena, promete primeiro-ministro

FABIO FRUSTACI

Foi um dos países europeus mais afetado pela pandemia de covid-19, tendo registado até agora mais de 200.000 casos de contaminação e mais de 30.000 mortes.

Especial Coronavírus

Itália não passará este verão em quarentena, por causa da pandemia de covid-19, e os italianos poderão ir para as praias e montanhas, anunciou hoje o primeiro-ministro, Giuseppe Conte.

“Neste verão, não teremos de continuar nas varandas e a beleza de Itália não permanecerá em quarentena. Poderemos ir ao mar, às montanhas e desfrutar das nossas cidades”, disse Conte numa entrevista hoje publicada pelo jornal Corriere della Sera.

Itália iniciou a sua fase de desconfinamento na passada segunda-feira, com a reabertura de algumas atividades, depois de ter sido um dos países europeus mais afetado pela pandemia de covid-19, tendo registado até agora mais de 200.000 casos de contaminação e mais de 30.000 mortes.

“Seria bom que os italianos passassem as suas férias em Itália, mesmo que tenhamos de o fazer de maneira diferente, com regras e precauções. Aguardamos a evolução do quadro epidemiológico para fornecer indicações precisas sobre datas e horários”, explicou o primeiro-ministro.

Giuseppe Conte não descarta acelerar o fim das medidas de contenção da propagação do novo coronavírus em algumas regiões de Itália, onde a curva de contágio está mais controlada.

“Se a nível epidemiológico a situação permanecer sob controle, podemos avançar com a reabertura mais rápida de algumas regiões. O importante é agir com base na monitorização contínua, porque pagaríamos custos enormes se cometêssemos imprudências", sublinhou o primeiro-ministro.

Nesse sentido, o presidente da região da Ligúria (no norte), Giovanni Toti, pediu ao Governo para poder gerir o fim do confinamento da sua área e, hoje, sugeriu que cabeleireiros e centros de beleza possam abrir em 18 de maio .

Conte também mencionou na entrevista ao jornal Corriere della Sera o retorno às escolas a partir de setembro, depois de a ministra da Educação italiana, Lucia Azzolina, propôr que metade dos estudantes comparecesse presencialmente às aulas, enquanto a outra metade seguisse as lições ‘online’, para evitar aglomerados.

"O regresso às salas de aula deve ser gerido de maneira uniforme em todo o território nacional. Estamos a trabalhar com a ministra Azzolina em várias soluções para que todos os alunos regressem à escola em setembro, com segurança", disse o primeiro-ministro.

Mundo ultrapassou 4 milhões de pessoas infetadas pelo novo coronavírus

Este sábado, o mundo ultrapassou 4 milhões de pessoas infetadas pelo novo coronavírus.

São os números oficiais, registados pelas autoridades sanitárias de 212 países.

Mas os peritos advertem que os dados reais são, seguramente, muito superiores.

Os Estados Unidos continuam a ser, de longe, a nação mais atingida com mais de 1 milhão e 300 mil casos de Covid-19.

Mas o México e a Rússia são os países onde a infeção cresce mais depressa, neste momento.

Portugal com mais 12 mortes e 138 novos casos de Covid-19

Portugal regista este sábado 1,126 mortes relacionadas com a covid-19, mais 12 do que na sexta-feira (1.114) e 27.406 infetados, mais 138 que na sexta-feira (27.268), segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção Geral da Saúde.

Trata-se de uma redução no número de novos casos de infeção no pais. Em 24 horas foram registados mais 138 casos. O numero total subiu assim para 27.406, uma subida de apenas 0,5%, uma evoluçao que fica bem abaixo das registadas nos ultimos dias.

Mas o número de mortes continua a subir: em 24 horas a pandemia fez mais 12 vítimas mortais - um aumento de 1,1%.

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