Coronavírus

Reino Unido supera as 32 mil mortes causadas pelo novo coronavírus

HANNAH MCKAY

Nas últimas 24 horas foram registas 210 novas vítimas mortais.

Especial Coronavírus

O Reino Unido elevou o número total de mortes com Covid-19 para 32.065, depois de registar 210 novos óbitos nas últimas 24 horas, anunciou o Ministério da Saúde.

Nas últimas 24 horas, as autoridades sanitárias realizaram 100.490 testes que detetaram 3.877 novos contágios. Os números foram reportados no dia em que o Governo divulgou o seu roteiro para a primeira fase de final do confinamento, que deverá iniciar-se na quarta-feira.

O Governo conservador de Boris Johnson apresentou os pormenores técnicos do seu plano, onde espera que funcionários de diversos setores profissionais, como a manufatura, construção, logística e distribuição voltem ao trabalho no Reino Unido.

As autoridades sanitárias recomendaram, pela primeira vez, aos cidadãos para cobrirem o rosto em espaços fechados, onde não é possível assegurar o distanciamento social.

A partir de quarta-feira, as pessoas já poderão exercitar-se ao ar livre as vezes que entenderem, embora essas atividades continuem restritas a uma vez diária na Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales.

Em junho, o Governo avaliará uma reabertura limitada das escolas, sendo expectável que regressem as aulas presenciais no pré-escolar, primeiro e sexto anos, sendo ainda permitidas sessões tutoriais para alunos do ensino médio, cujas aulas presenciais apenas se retomarão em setembro.

Também não é esperada a reabertura de lojas não essenciais até junho, embora não tenham sido transmitidas informações pormenorizadas sobre este setor, ficando em aberta a possibilidade de reabertura de barbeiros e cabeleireiros, restaurante, bares e cinemas, cuja situação será avaliada em julho.

O Reino Unido vai impor uma quarentena de 14 dias aos viajantes que chegam ao país, na fase de minoração das medidas de contenção no combate à pandemia de Covid-19, dizem os media britânicos.

O Governo britânico vai exigir aos viajantes que cheguem a aeroportos ou portos nacionais - oriundos de qualquer país, exceto da vizinha Irlanda --, para declararem a morada onde pretendem passar 14 dias isolados, ficando isentados de multas apenas os camionistas que transportam mercadorias básicas, numa medida que está a ser muito mal recebida pelos setores do turismo e da habitação.

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