Coronavírus

Força Aérea foi alvo de tentativas de ciberataque

MANUEL DE ALMEIDA

Confirmou o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea (CEMFA), general Nunes Borrego.

Especial Coronavírus

O Chefe do Estado-Maior da Força Aérea (CEMFA), general Nunes Borrego, admitiu que o ramo foi alvo de "alguns ataques" cibernéticos durante o período da pandemia de Covid-19, não disse quantos, mas foram evitados.

Na reunião desta terça-feira da comissão parlamentar de Defesa Nacional, sobre a participação da Força Aérea Portuguesa (FAP) no combate à Covid-19, Nunes Borrego foi questionado sobre a ciberdefesa nesta fase de pandemia, em que foram feitos vários alertas quanto a potenciais ataques.

"Temos tido alguns ataques, mas face à destreza do nosso pessoal temos conseguido evitar esses ataques. Mas não deixam de existir, claro", afirmou, sem avançar mais pormenores sobre o assunto.

O chefe da Força Aérea afirmou que, com parte do pessoal em teletrabalho, foram distribuídas instruções sobre os cuidados a ter na utilização da internet, nomeadamente com o fishing, a tentativa de obter dados por meios informáticos, um email, por exemplo.

A Força Aérea teve, ao longo da pandemia, 21 militares infectados, 16 dos quais já estão curados, e nenhum deles precisou de internamento, precisou.

O general Nunes Borrego afirmou que o ramo tem enfrentado o combate à Covid-19 como se "um cenário de guerra" se tratasse, no caso química.

Recordou que a sua ação começou ainda em fevereiro, participando no repatriamento de cidadãos portugueses e brasileiros da China ou pela cedência de camas e instalações. Como a base da Ota, onde estão em quarentena 114 migrantes que estavam num hostel em Lisboa, e que hoje, segundo afirmou, estão a ser testados. Dependendo dos resultados dos testes, poderá ser necessário, admitiu ainda, ser encontrado um outro local para ficarem, dado que as instalações poderão ser necessárias a breve prazo.

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