Coronavírus

Nadadores voltam ao Centro de Alto Rendimento do Jamor

Andrew Caballero-Reynolds

Instalações serão abertas para atletas de alto rendimento, sendo que apenas estará disponível a piscina de 50 metros.

Especial Coronavírus

Os nadadores portugueses de alto rendimento podem a partir de hoje voltar ao Centro de Alto Rendimento (CAR) de Natação do Jamor, em Oeiras, depois do encerramento das instalações, em 14 de março, devido à pandemia de Covid-19.

Segundo a Federação Portuguesa de Natação (FPN), as piscinas vão reabrir para os atletas de alto rendimento, nomeadamente Alexis Santos, Miguel Nascimento, João Vital e Victoria Kaminskaya, que normalmente utilizam estas piscinas e integram o projeto olímpico para Tóquio2020.

Deste quarteto, apenas Alexis Santos já alcançou mínimos para os Jogos Olímpicos, a disputar entre 23 de julho e 8 de agosto de 2021, na capital japonesa, na especialidade dos 200 metros estilos.

Tendo em vista a minimização dos riscos de utilização das instalações, apenas vai ser utilizada a piscina de 50 metros do CAR e somente por atletas profissionais e de alto rendimento.

O exercício de desfasamento de horários de utilização da instalação levou à criação de sete períodos, com um máximo de 16 nadadores em cada, permitindo o treino a 112 atletas por dia.

Esta organização prevê a divisão em dois grupos de oito, seguindo um desfasamento de meia hora, enquanto uns aquecem numa das duas zonas secas (uma de cada lado da piscina), recomendando um afastamento de quatro metros entre atletas, outros usam pistas separadas, deixando livres as cinco e seis (as duas do meio), sendo permitida a presença de dois treinadores em cada área.

Entre outras medidas do manual de procedimentos da Federação Portuguesa de Natação, que juntou contributos do Instituto Português da Juventude e Desporto (IPDJ) para o CAR Jamor, e que está em constante atualização, destaca-se a redução do tempo de permanência nas instalações, assim como a proibição de utilização de chuveiros, balneários e da partilha de equipamentos.

Mesmo durante o estado de emergência, os atletas profissionais e de alto rendimento beneficiavam de um regime de exceção para a realização de treinos, que, no caso da natação, estava muitas vezes inviabilizada pelo encerramento das piscinas.