Coronavírus

Covid-19. Falar emite gotículas que ficam no ar pelo menos oito minutos

Valentyn Stadnytskyi; Philip Anfinrud; Christina E. Bax; Adriaan Bax

Investigadores utilizaram um laser nas experiências.

Especial Coronavírus

Um estudo publicado na quarta-feira por investigadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, concluiu que o ato de falar emite gotículas tão pequenas que ficam suspensas no ar pelo menos durante oito minutos.

Esta conclusão pode explicar o grande número de casos de Covid-19 que surgem em espaços com uma circulação de ar limitada, como lares, escritórios, navios de cruzeiro ou outros espaços confinados.

Para perceber a quantidade de gotículas emitidas por alguém a falar, os investigadores utilizaram uma luz laser. Aos participantes foi pedido que dissessem algumas palavras para dentro de uma caixa de cartão, cujo interior foi iluminado por este laser.

No fim, os investigadores norte-americanos verificaram que são produzidas cerca de 2.600 gotículas pequenas no ato de falar. Falar mais alto gera uma maior quantidade e gotículas de maior dimensão.

“Estas observações confirmam que há uma probabilidade substancial de que falar provoca a transmissão do vírus em ambientes confinados”, escreveu um dos autores, citado pelo New York Times.

Ainda assim, deixam um alerta, dizendo que esta experiência foi levada a cabo num ambiente controlado com ar estagnado, que pode não refletir o que acontece em divisões com boa ventilação.

Esta investigação vem dar força aos argumentos de que é importante respeitar a distância de segurança e o uso de máscara, medidas que ajudarão a prevenir o contágio do novo coronavírus.

“Com base nestas e outras evidências, seria prudente evitar conversas cara a cara com outras pessoas durante períodos extensos, a não ser que estejam afastados e num espaço bem ventilado ou exterior”, explicou a professora Linsey Marr, que não esteve envolvida no estudo.

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