Coronavírus

António Costa recebe partidos para apresentar proposta do programa de estabilização

ANTÓNIO COTRIM

Programa terá quatro pilares, que se focam nas autarquias, nas empresas, no emprego e no SNS.

Especial Coronavírus

O primeiro-ministro, António Costa, começou hoje a receber os partidos com representação parlamentar na residência oficial, em São Bento, para lhes apresentar a proposta de programa de estabilização económica e social decorrente da pandemia de Covid-19.

De manhã, o chefe do Governo recebe o PCP e o PEV e à tarde é a vez de BE e PAN.

Os restantes partidos com representação parlamentar - PS, PSD, CDS-PP, Iniciativa Liberal e Chega - deverão reunir-se com António Costa na terça-feira.

Estas audiências foram anunciadas pelo primeiro-ministro no debate quinzenal que decorreu na quarta-feira na Assembleia da República, em Lisboa.

Em cima da mesa vão estar o "programa de estabilização económica e social e o reflexo que deva ter também no orçamento suplementar que o Governo pretende apresentar na Assembleia da República no mês de junho", disse.

Na quinta-feira, enquanto secretário-geral do PS, Costa revelou que o programa de estabilização económica e social do país vai prever um mecanismo de "Simplex SOS" para desburocratizar investimento e obras para a eliminação do amianto nas escolas.

Os 4 pilares do programa de estabilização económica e social

António Costa falava perante a Comissão Política Nacional do PS e indicou que este programa terá quatro pilares, sendo o primeiro destinado a "agilizar os procedimentos necessários para que Estado, autarquias ou empresas possam investir com segurança, com transparência, mas sem burocracia".

De acordo com o primeiro-ministro, a segunda dimensão do programa estará centrada nas empresas, o terceiro pilar estará relacionado com o emprego e o quarto visa responder à "dimensão social da crise e passa por prosseguir o reforço do Serviço Nacional de Saúde e da escola pública".

Na mesma ocasião, o líder do executivo defendeu igualmente diálogo e consenso político e social para enfrentar o desafio que se coloca ao país, por causa da Covid-19.

Portugal contabiliza 1.316 mortos associados à Covid-19 em 30.623 casos confirmados de infeção, segundo o boletim divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS) no domingo.

Relativamente ao dia anterior, há mais 14 mortos (+1%) e mais 152 casos de infeção (+0,5%).

Portugal entrou no dia 3 de maio em situação de calamidade devido à pandemia, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

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