Coronavírus

Alemanha regista mais de 8.300 mortes por Covid-19

Fabrizio Bensch

E ultrapassa os 179 mil casos de infeção.

Especial Coronavírus

A Alemanha regista até esta terça-feira 179.002 casos diagnosticados de covid-19, um aumento de 432 em relação ao dia anterior, e pode avançar em breves com testes clínicos para duas vacinas contra a doença.

O Instituto Robert Koch (RKI) indica ainda uma subida de 45 vítimas mortais para um total de 8.302. Há aproximadamente 162 mil casos considerados curados, um crescimento de cerca de 800 nas últimas 24 horas.

O presidente do Instituto Paul Ehrlich, entidade responsável pelas vacinas e medicamentos biomédicos da Alemanha, considera que existem dois projetos de investigação de vacinas na Alemanha que estão "próximos dos ensaios clínicos".

Ao programa "Frühstart", o responsável do instituto, Klaus Cichutek, sublinhou que as vacinas da empresa Curevac, em Tubinga, e do Centro Alemão de Pesquisa de Infeções são promissoras.

Até agora, apenas a Biontech, de Mainz, teve luz verde para avançar para a fase de ensaios clínicos.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 344 mil mortos e infetou mais de 5,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios.Mais de 2,1 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.330 pessoas das 30.788 confirmadas como infetadas, e há 17.822 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano passou a ser o que tem mais casos confirmados (cerca de 2,5 milhões, contra mais de dois milhões no continente europeu), embora com menos mortes (mais de 144 mil, contra mais de 172 mil).

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, num "grande confinamento" que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.