Coronavírus

Covid-19: Reino Unido regista mais 111 mortes nas últimas 24 horas

Hannah Mckay

Desde o início da pandemia morreram 39.045 pessoas no Reino Unido.

Especial Coronavírus

O Reino Unido registou 39.045 mortes durante a pandemia de Covid-19, das quais 111 nas últimas 24 horas, um dos aumentos mais baixos desde março, anunciou o ministro da Saúde, Matt Hancock.

"Em geral, estamos a fazer progressos significativos. Mas ainda há muito para fazer", afirmou, durante a conferência de imprensa diária do Governo sobre a crise.

O ministro disse que foram registados 1.570 casos de contágio nas últimas 24 horas, o número mais baixo desde 25 de março, e que também o número de pacientes com o novo covonavírus hospitalizados, 7.541, é o mais baixo em três meses. O número de infetados registados até agora foi de 276.332.

"Continuamos a fazer progressos na redução de casos e estamos a controlar o vírus", defendeu.

O Reino Unido começou a reduzir progressivamente as restrições de confinamento, apesar das advertências de alguns especialistas de saúde para o risco de a transmissão do novo coronavírus ser ainda grande.Algumas escolas em Inglaterra reabriram hoje para crianças dos primeiros anos, entre os 5 e 7 anos, e para os do último ano do ensino primário (10 a 11 anos), mas continuam as preocupações de sindicatos de professores e autoridades locais com a segurança mantiveram muitos estabelecimentos encerrados.

Numa sondagem para a Fundação Nacional de Pesquisa Educacional, diretores de escolas estimaram também que 46% dos pais vão manter os filhos em casa.

O Governo britânico também passou a permitir maior atividade social, permitindo encontros de grupos com até seis pessoas ao ar livre e a saída de casa por pessoas vulneráveis no sentido de repor alguma normalidade no país, ao mesmo tempo que tenta reanimar a economia.

Porém, a Associação de Diretores de Saúde Pública manifestou receio de que este fim de confinamento esteja a ser demasiado rápido e que ainda não existam condições para evitar o aumento da taxa de reprodução do vírus e a sobrecarga dos serviços de saúde.