Coronavírus

OMS acredita que segunda vaga de Covid-19 pode ser evitada

Andrew Milligan / AP

As coisas "não estão melhor do que no início do ano" mas "aprendemos muito após a primeira vaga e, se houver uma segunda, estaremos mais preparados", segundo a OMS.

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A segunda vaga de covid-19 pode ser evitada, mas a humanidade terá de viver algum tempo com a infeção, porque ainda não há uma vacina, assegurou hoje o diretor regional da Organização Mundial de Saúde para a Europa.

"A segunda vaga não é algo inevitável, apesar de cada vez mais países levantarem as restrições e de existir um claro risco de ressurgimento do surto", afirmou Hans Kluge durante uma teleconferência de imprensa.

Kluge sublinhou que atualmente as coisas "não estão melhor do que no início do ano", porque o mundo precisa de uma vacina contra a covid-19.

"A boa notícia é que aprendemos muito após a primeira vaga e, se houver uma segunda, estaremos mais preparados", disse.

Quanto à vacina, indicou que "não há uma data concreta para a elaboração", apesar de as melhores mentes científicas do mundo estarem a trabalhar nesse sentido.

Por sua vez, quando houver uma vacina, acrescentou, a OMS fará o puder para que seja distribuída de uma forma equitativa entre os países do mundo.

Kluge referiu que apesar de uma quebra dos casos de contágio, os riscos ainda persistem em muitos países: "Em alguns vemos uma estabilização da situação e uma gradual diminuição dos contágios; Rússia e Ucrânia empreenderam esse caminho".

A Rússia registou hoje mais 8.536 casos de covid-19, que elevam o número total de contágios para 432.277.

Moscovo, o principal foco da infeção na Rússia, contabilizou hoje 1.842 novos casos, a cifra mais baixa das últimas seis semanas.

O número de recuperados da infeção na Rússia ascendeu hoje a 195.957 pessoas, ao atingir 8.785 curados nas últimas 24 horas.

Na Ucrânia segundo os dados mais recentes, foram diagnosticados 483 casos de coronavírus na última jornada, enquanto o número total de infetados no país se situa em 24.823 pessoas.

Contudo, a OMS pediu aos países da Europa, Rússia incluída, para cumprirem as recomendações na altura de suavizarem as restrições e organizarem eventos que impliquem aglomerações de pessoas, como será o caso da feira anual de livros este fim de semana, na Praça Vermelha, ou o desfile militar do próximo dia 24.

Neste sentido, a organização com sede em Genebra confia que, ao organizarem iniciativas ao ar livre, as autoridades podem cumprir as normas sanitárias previstas para estes casos para evitar novos riscos de contágio.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, num "grande confinamento" que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.

Mais de 380 mil mortos e mais de 6,3 milhões de infetados em todo mundo


A pandemia do novo coronavírus já causou a morte a pelo menos 380.428 pessoas e infetou mais de 6.399.710 em 196 países e territórios desde o início da epidemia, em dezembro de 2019 na cidade chinesa de Wuhan, segundo um balanço da agência AFP até às 11:00 GMT (12:00 em Lisboa).

Pelo menos 2.756.500 casos foram considerados curados pelas autoridades de saúde.

Os Estados Unidos, que registaram a primeira morte ligada ao coronavírus no início de fevereiro, são o país mais afetado em termos de número de mortes e casos, com 106.181 e 1.831.821 casos, respetivamente. Pelo menos 463.868 pessoas foram declaradas curadas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Reino Unido, com 39.369 mortes para 277.985 casos, Itália com 33.530 mortes (233.515 casos), Brasil com 31.199 mortes (555.383 casos) e França com 28.940 óbitos (188.322 casos).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia começou no final de dezembro, contabilizou 83.021 casos, incluindo 4.634 mortes e 78.314 curados.

A Europa totalizou 180.209 mortes e 2.192.755 casos, Estados Unidos e Canadá 113.639 mortes (1.924.231 casos), América Latina e Caraíbas 54.871 mortes (1.098.686 casos); Ásia 17.262 mortes (590.534 casos), Médio Oriente 9.833 mortes (427.035 casos), África 4.483 mortes (157.874 casos) e Oceânia 131 mortes (8.599 casos).

Portugal com 1.436 mortos e 32.895 casos de Covid-19

Em Portugal, segundo os últimos dados revelados na terça-feira, morreram 1.436 pessoas das 32.895 confirmadas como infetadas, e há 19.869 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

Links úteis

Mapa com os casos a nível global