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Banco Mundial vê economia da zona euro a cair 9,1% este ano

WILL OLIVER / EPA

Em 2021, a zona euro deverá retomar o crescimento com um aumento de 4,5% do PIB .

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O Banco Mundial (BM) prevê uma queda de 9,1% da economia da zona euro em 2020, recuperando em 2021 para um crescimento de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no bloco, segundo as Previsões Económicas Mundiais hoje divulgadas.

Num cenário base que inclui uma previsão de recessão de 5,2% da economia mundial, a zona euro compara negativamente com as quedas esperadas para o agregado das economias avançadas (7,0%), com os Estados Unidos (6,1%) e com o Japão (6,1%), em 2020.

No entanto, em 2021, a zona euro deverá retomar o crescimento com um aumento de 4,5% do PIB e, desta vez, acima da economia mundial (4,2%), das economias avançadas (3,9%), dos Estados Unidos (4,0%) e do Japão.

As previsões hoje divulgadas pelo Banco Mundial para 2020 são mais pessimistas do que as do Fundo Monetário Internacional (FMI), que prevê uma quebra de 7,5% para a zona euro.

O padrão repete-se face às estimativas das instituições europeias, já que a Comissão Europeia estimou uma contração económica de 7,7% do PIB para a zona euro, e o Banco Central Europeu (BCE) prevê uma queda de 8,7%.

No documento hoje conhecido, o Banco Mundial assinalou que os governos da zona euro "impuseram várias medidas de mitigação como confinamentos nacionais, fechos alargados das escolas e restrições nas fronteiras", o que causou disrupções na atividade económica.

"Muitos países da zona euro são altamente dependentes do turismo, um setor que virtualmente fechou devido às medidas dos governos, e particularmente suscetível a recuperações lentas", pode ler-se no documento, que destaca, por outro lado, que, "em contraste com os Estados Unidos, o aumento do desemprego tem sido modesto até agora", devido às medidas de apoio ao emprego de curto prazo.

O Banco Mundial assinala ainda que o BCE "ofereceu baixas taxas de juro aos bancos, aumentou significativamente a compra de ativos, e aliviou medos de falências de Estados-membros ao levantar restrições de distribuição do seu programa de compras".

A instituição sediada em Washington referiu também as medidas tomadas a nível nacional, como um estímulo alemão de 4,5% do PIB – "cerca do dobro do apoio providenciado em 2009" –, juntamente com um "envelope de mais de 20% do PIB em garantias de crédito ao setor empresarial".

"A Itália, apesar de constrangida pelos níveis de dívida elevados existentes, anunciou estímulos orçamentais de mais de 4% do PIB", refere o BM, realçando também que os maiores Estados-membros estão a avançar com o plano de recuperação ao nível da União Europeia, "incluindo subvenções para as economias mais afetadas pela crise".

Mais seis mortos e 192 novos casos de infeção por Covid-19 em Portugal

Nas últimas 24 horas, Portugal registou mais 6 mortos e 192 novos casos de infeção por Covid-19, de acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

No total há 1.485 mortes e 34.885 infetados.

Em comparação com os dados de domingo, em que se registavam 1.479 mortes, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 0,4%. Já os casos e infeção subiram 0,6%.

Portugal é o 25.º país do mundo com mais óbitos e o 30.º em número de infeções.

Número de infetados no mundo ultrapassa os sete milhões

A pandemia do novo coronavírus já causou a morte a pelo menos 403.449 pessoas e infetou mais de 7.030.330 em 196 países e territórios desde o início da epidemia, em dezembro de 2019 na cidade chinesa de Wuhan, segundo um balanço da agência AFP baseado em dados oficiais até às 12:00 de Lisboa.

Pelo menos 3.063.500 casos foram considerados curados pelas autoridades de saúde.

Os países mais afetados:

  • Estados Unidos, com 110.514 mortes e 1.942.363 casos.
  • Reino Unido, com 40.542 mortes e 286.194 casos,
  • Brasil com 36.455 mortes (691.758 casos),
  • Itália com 33.899 mortes (234.998 casos)
  • França com 29.155 óbitos (190.974 casos).
  • China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) contabilizou 83.040 casos (quatro novos entre domingo e hoje), incluindo 4.634 mortes e 78.341 recuperações.

A Europa totalizou 183.716 mortes para 2.286.470 casos, Estados Unidos e Canadá 118.373 mortes (2.038.062 casos), América Latina e Caraíbas 65.861 mortes (1.329.461 casos); Ásia 19.624 mortes (697.016 casos), Médio Oriente 10.562 mortes (480.302 casos), África 5.182 mortes (190.379 casos) e Oceânia 131 mortes (8.645 casos).

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, num "grande confinamento" que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.

Links úteis

Mapa com os casos a nível global

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