Coronavírus

Covid-19: Coreia do Sul exige a discotecas e ginásios o registo de clientes com código QR

Nacho Doce

Para que possam localizados quando necessário.

Especial Coronavírus

A Coreia do Sul exigiu que discotecas, salas de karaoke e ginásios registem os clientes com códigos QR para smartphones para que possam localizados quando necessário, num momento que se regista 40 casos diários, em média, da covid-19.

Hoje, as autoridades sul-coreanas registaram 50 novos casos da covid-19 no país, elevando o total nacional para 11.902 casos e 276 mortes.

Pelo menos 41 dos casos foram registados na área metropolitana de Seul, onde as autoridades têm se esforçado para rastrear as transmissões ligadas a locais de entretenimento, reuniões de igrejas e trabalhadores de classe baixa que não podem ficar em casa.

Desde o final de maio, o país regista cerca de 30 a 50 novos casos por dia, um ressurgimento que ameaça apagar alguns dos ganhos conquistados pelo país.

O requisito nacional de códigos QR em locais de "alto risco" ocorre após a realização de um teste piloto a cerca de 300 empresas que usaram um aplicativo desenvolvido pela empresa Naver para recolher informações de cerca de 6.000 clientes.

O Governo também está a incentivar igrejas, bibliotecas, hospitais e cinemas a adotarem voluntariamente a tecnologia.

A Coreia do Sul mobilizou agressivamente ferramentas tecnológicas para rastrear contactos e reforçar as quarentenas, com uma lei de doenças infecciosas fortalecida após um surto de 2015 de um outro coronavírus, Síndrome Respiratória do Médio Oriente (MERS), permitindo às autoridades acesso rápido a dados de telemóveis, registos de cartão de crédito e vigilância vídeo.

O primeiro-ministro do país, Chung Sye-kyun, durante uma reunião hoje, tentou minimizar as preocupações com a privacidade, dizendo que as informações recolhidas pelos aplicativos serão destruídas após um certo período.