Coronavírus

Covid-19: Reino Unido ultrapassa as 41 mil mortes

NEIL HALL

O número de casos de contágio passou esta quarta-feira para 290.143.

Especial Coronavírus

O Reino Unido registou nas últimas 24 horas mais 245 mortes provocadas pela covid-19, fazendo aumentar para 41.128 o total de óbitos durante a pandemia, informou hoje o ministério da Saúde britânico.

O número de casos de contágio passou esta quarta-feira para 290.143, mais 1.003 do que no dia anterior, indicou a mesma fonte.

O balanço representa uma descida face aos números de terça-feira, quando foram anunciadas mais 286 mortes relativamente a domingo.

Desde meados de abril que a tendência geral da mortalidade e de casos de contágio é decrescente, o que levou o governo britânico a anunciar no início de maio o alívio gradual do regime de confinamento em vigor desde 23 de março.

A partir de segunda-feira vão poder abrir lojas não essenciais, bem como jardins zoológicos, cinemas 'drive-in' e locais de culto, desde que garantam o respeito pelas regras de segurança e de distanciamento social.

Porém, o executivo de Boris Johnson é alvo de críticas por não ter cumprido o objetivo de reabrir totalmente as escolas primárias antes das férias do verão, como tinha planeado.

Embora muitas escolas em Inglaterra tenham continuado a funcionar para filhos de trabalhadores de serviços críticos e reaberto para algumas classes dos primeiros anos e dos finalistas do ensino primário, muitos estabelecimentos não o fizeram devido a dificuldades em fazer cumprir as restrições em vigor.

O líder do Partido Trabalhista, Keir Starmer, criticou hoje Johnson no parlamento por não ter respondido a uma carta onde propunha ajudar a encontrar uma solução de consenso para o retomar das aulas.

"O que era necessário para que isso acontecesse era um plano nacional robusto, consenso entre todas as principais partes interessadas e forte liderança do topo", disse, acrescentando que o resultado é que os pais perderam a confiança no governo, "milhões de crianças vão perder seis meses de escola e a desigualdade vai aumentar".