Coronavírus

Espanha adia abertura de fronteiras com Marrocos, Argélia e China

Passageiro aguarda pelo voo no aeroporto Adolfo Suarez Barajas, em Madrid, Espanha.

Susana Vera

A medida é tomada em reciprocidade com a decisão detes países.

Especial Coronavírus

A Espanha anunciou hoje que não vai reabrir as fronteiras a viajantes da Argélia, Marrocos e China até que esses países permitam a entrada de espanhóis, no âmbito do levantamento de restrições impostas devido à crise da Covid-19.

O decreto que permite a abertura das fronteiras para países que constam da lista publicada pela União Europeia em 30 de junho entra em vigor à meia-noite de sábado, permitindo a entrada efetiva dos viajantes desses Estados, refere o Ministério do Interior espanhol, em comunicado hoje divulgado, mas Espanha deixa alguns desses de fora.

"No caso da China, Marrocos e Argélia, a reabertura de fronteiras continuará condicionada à ação recíproca por parte desses países e à reabertura das suas fronteiras aos residentes de Espanha", afirma o ministério.

Milhões de migrantes não poderão passar a fronteira na época das férias

A manutenção do encerramento das fronteiras com Marrocos e Argélia significa que os milhões de migrantes marroquinos e argelinos que vivem na Europa não poderão atravessar Espanha para passar as férias nos seus países de origem, como acontece habitualmente no verão.

No caso da China, o ministério explica ter levado em conta as recomendações da União Europeia de só abrir as fronteiras dos Estados-membros após "confirmação da existência de um regime de reciprocidade por parte daquele país asiático".

Uma primeira lista de 15 países cujos viajantes podem entrar na UE e no espaço Schengen foi publicada terça-feira, após difíceis negociações entre os Estados-membros.

A Comissão Europeia recomendou a autorização imediata da entrada de viajantes da Argélia, Austrália, Canadá, Geórgia, Japão, Montenegro, Marrocos, Nova Zelândia, Ruanda, Sérvia, Coreia do Sul, Tailândia, Tunísia, Uruguai, e da China sob condição.

No entanto, os países da UE podem aplicar como quiserem esta recomendação, que será revista regularmente.

A Hungria e a Eslovénia, por exemplo, decidiram não abrir as suas fronteiras a nenhum destes países.