Coronavírus

Número de novos casos de Covid-19 em Itália está a diminuir

Guglielmo Mangiapane

País registou 30 mortes nas últimas 24 horas devido ao novo coronavírus.

Especial Coronavírus

A Itália registou 30 mortes associadas à Covid-19 nas últimas 24 horas, o maior número desde a passada quinta-feira, mas o total de novos contágios caiu para 138, indicaram hoje fontes sanitárias italianas.

No total, desde o início da epidemia em Itália, a 21 de fevereiro, o país recenseou 241.956 casos, tendo morrido 34.899 infetados.

Nas últimas 24 horas foram registados 138 novos casos, a menor subida desde 29 de junho, embora também se tenham efetuado menos testes do que o habitual, cerca de 43.000.

Hospitalizados continuam pouco mais de mil pacientes 940 acamados e com sintomas e 70 nas unidades de cuidados intensivos. A grande maioria dos infetados, 13.232, está isolada em casa com sintomas ou sem eles.

A região mais afetada continua a ser a Lombardia (norte), considerada o epicentro da pandemia do novo coronavírus no país, que acumulou mais 53 novos casos nas últimas 24 horas.

Segundo as fontes, Itália continua a seguir com atenção os novos focos, agora pontuais, numa altura em que o país já reativou praticamente todos os setores e atividades comerciais.

Entre os focos destaca-se um com 77 casos positivos em Roma, todos cidadãos do Bangladesh, a maioria deles chegados nos últimos dias à capital italiana em vários voos.

As autoridades italianas testaram os passageiros do último voo procedente de Daca e confirmaram 36 casos positivos, 13% das pessoas a bordo do aparelho.

Os infetados foram isolados em vários locais, entre hotéis e hospitais. Nesse sentido, o Governo italiano suspendeu todos os voos procedentes do Bangladesh.

EUA investem 1,4 mil milhões de euros à empresa Novavax por uma vacina

Os EUA anunciaram hoje um investimento de 1,4 mil milhões de euros à empresa Novavax por uma vacina contra a Covid-19, garantindo aos Estados Unidos a prioridade nos primeiros 100 milhões de doses.

A administração norte-americana lançou a operação "Warp Speed" ("Além da velocidade da luz") para tentar produzir 300 milhões de doses da vacina até janeiro de 2021, para aplicar prioritariamente entre os seus cidadãos.

O Governo de Donald Trump tem investido milhares de milhões de euros em projetos de várias empresas de biotecnologia, em diversos continentes, para financiar ensaios clínicos e construir locais de fabrico de futuras vacinas, em larga escala.

Em março, Trump já tinha tentado fazer um negócio semelhante com a empresa alemã CureVac, com quem quis garantir a exclusividade de produção de um projeto de vacina, tendo recuado perante a pressão do Governo da chanceler alemã Angela Merkel, que conseguiu convencer o laboratório a assegurar equidade na distribuição do medicamento.

Ao mesmo tempo, os EUA investiram cerca de dois mil milhões de euros nos projetos de vacinas da Johnson & Johnson, Moderna e AstraZeneca (em parceria com a Universidade de Oxford), sendo estes dois últimos os mais avançados.

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 538 mil mortos e infetou mais de 11,64 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.