Coronavírus

Portugal tem 161 surtos ativos de Covid-19, maioria em Lisboa e Vale do Tejo

Rafael Marchante

Na última semana, o risco de transmissibilidade subiu para um.

Especial Coronavírus

Portugal tem 161 surtos de covid ativos, dos quais 107 na região de Lisboa e Vale do Tejo, tendo o risco de transmissibilidade (RT) subido na última semana para um, disse esta sexta-feira a ministra da Saúde, Marta Temido.

"Estão 27 surtos ativos no norte, 10 no centro, 107 na região Lisboa e Vale do Tejo, um número compatível com o que é a incidência da doença, cinco no Alentejo e 12 no Algarve", afirmou a ministra, durante a habitual conferência de imprensa de atualização de informações sobre a covid-19.

A situação epidemiológica do país, adiantou, "permanece marcada pela força do impacto dos números da região de Lisboa e Vale do Tejo, concretamente na zona norte da área metropolitana de Lisboa e em 19 freguesias", onde se registam mais casos de infetados com o novo coronavírus.

Tendo por base a análise da taxa de incidência dos últimos 14 dias, Marta Temido considerou que "essa evolução mostra uma certa constância, com uma ligeira redução em alguns concelhos e freguesias ou pelo menos com alguma alteração nessa mesma incidência".

Imigrantes representam quase 25% dos casos de Covid-19 em Lisboa

De acordo com dados do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, o risco de transmissibilidade (RT), o número médio de casos secundários resultantes de uma pessoa infetada, "subiu ligeiramente", no período entre 03 e 07 de julho, situando-se em um.

O mais elevado RT concentra-se na região norte (1,12), seguida pela região centro (1,06), pela região de Lisboa e Vale do Tejo (0,98), Alentejo (0,95) e Algarve, cujo risco de contágio se situa em 0,81.

"Este valor nacional (um) indica, mais uma vez, que o número de novos casos a cada geração é aproximadamente constante o que mostra a necessidade de continuar a trabalhar", frisou a ministra.

Marta Temido revelou ainda que os boletins epidemiológicos da Direção Geral da Saúde (DGS) sobre a covid-19 vão ser corrigidos com a inclusão de 207 notificações laboratoriais detetadas a 02 de julho e reportadas no boletim do dia seguinte.

"Após a análise dos dados da passada sexta-feira, verificou-se que a data mais antiga de resultados dos testes remontava a 29 de junho, pelo que se procederá à atualização de todos os boletins da DGS publicados desde 30 de junho, sendo emitida também uma nota explicativa", disse a ministra.

Serão igualmente distribuídos os dados por grupo etário, que têm estado omissos do boletim nos últimos dias.

Distribuição de casos de covid-19 por concelho será regularizada no boletim de 14 de julho

No final das declarações iniciais, Marta Temido frisou que está em desenvolvimento um conjunto de ações para que se consiga um melhor conhecimento da doença, destacando "a preparação, pelas autoridades de saúde, de uma aplicação informática de notificação da exposição individual a fatores de contágio, que será uma ferramenta complementar" e a elaboração ainda este mês de um estudo com um caso-controlo focado na identificação dos fatores de risco de transmissão.

Portugal regista hoje mais duas mortes relacionadas com a covid-19, em relação a quinta-feira, e mais 402 casos de infeção, dos quais 342 na região de Lisboa e Vale do Tejo, segundo os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim epidemiológico diário da DGS, o total de mortos desde o início da pandemia é agora de 1.646 e o total de casos confirmados é de 45.679.

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