Coronavírus

Jerónimo vinca "posicionamento do PCP" em festa de verão com regras covid

Ana Geraldes

Ana Geraldes

Jornalista

PCP reúne-se com o Governo na quarta-feira para discutir o OE para 2021.

Especial Coronavírus

É uma das tradicionais festas de verão no calendário do PCP, sempre ali pela segunda semana de julho, no pinhal junto ao Penedo Furado, nas margens da Lagoa de Óbidos. Desta vez, não foi exceção a realização do encontro, mas com medidas de exceção: máscara, limitação de pessoas - em 2019, o PCP de Leiria falou em 400 participantes - e desinfeção constante.

Assim se viu quando Jerónimo de Sousa chegou e ocupou um dos lugares reservados numa mesa, para ouvir os últimos acordes do momento musical, como no palco das intervenções.

Jerónimo de Sousa registou, também ele, a forma como o partido tem realizado as ações e diz que assim vai continuar, porque para o Secretário-geral do PCP, a prova de resistência em momentos difíceis da vida do país, o partido já mostrou que tem. Jerónimo quis assim dizer que entende que é o PCP o partido capaz para defender os interesses dos portugueses, a começar pelo SNS, no atual momento do país: "A situação hoje é difícil. Hoje há um grau de incerteza em relação à saúde dos portugueses. Precisamos de um partido, como costumamos dizer, que faça boa cara ao mau tempo. Porque este partido está posto à prova".

Jerónimo insiste que a pandemia não pode ser desculpa para se fazerem opções políticas focadas nos serviços públicos, na produção nacional e nos direitos dos trabalhadores.

Na próxima semana, o Governo vai reunir-se com os partidos da esquerda para discutir o Orçamento do Estado para 2021. O PCP votou contra o Orçamento suplementar e sobre isso, Jerónimo tem a dizer que o que os "opinadores e comentadores" vieram dizer sobre uma mudança de "posicionamento do PCP" face ao Governo, mais não é do que o partido concluir que o documento trazia "injustiça e retrocesso" e não como no passado, nos Orçamentos do Governo a que deu luz verde.