Coronavírus

Apelo a voluntários para serem infetados com o SARS-Cov-2 para a vacina contra a Covid-19

Athit Perawongmetha

Há mais de 20 vacinas a serem desenvolvidas em todo o mundo.

Especial Coronavírus

Cientistas pedem voluntários para serem infetados com o SARS-Cov-2 para testar a vacina contra a Covid-19

Numa carta aberta enviada aos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, vários cientistas, entre os quais laureados com o prémio Nobel, apelam a voluntários para serem expostos ao novo coronavírus após receberem uma vacina para ver se oferece proteção.

Afirmam que estes testes poderão acelerar o desenvolvimento da vacina.

Atualmente, existem pelo menos 23 vacinas contra o novo coronavírus em fase de ensaios clínicos em todo o mundo.

A única forma maneira de se saber se alguma funciona é inocular uma potencial vacina em voluntários e ver o que acontece depois de regressarem à sua vida normal e serem, eventualmente, expostos ao novo coronavírus. Mas tal pode levar muito tempo.

Na carta da organização 1 Day Sooner, assinada por mais de 100 figuras de relevo entre as quais 15 vencedores do Nobel, argumenta-se que tal não deve ser deixado ao acaso.

Assim, apelam para que jovens voluntários saudáveis sejam deliberadamente infetados com o SARS-CoV-2 após receberem a vacina, argumentando que os riscos para a saúde dos voluntários seriam baixos, mas os benefícios potenciais para a sociedade são enormes.

"Se estes testes puderem acelerar o processo de desenvolvimento da vacina com segurança e eficácia, então há uma justifição formidável a favor da sua execução".

Em declarações à BBC, um dos subscritores da carta, o professor Adrian Hill, diretor do Instituto Jenner da Universidade de Oxford, que possui uma das principais vacinas protótipo contra o coronavírus, afirmou que os testes em seres humanos podem acontecer "nos próximos meses".

Francis Collins, diretor do NIH, disse que estes testes estão "na mesa para discussão - não na mesa para começar a delinear um plano".

Vacina experimental contra a Covid-19 testada no Brasil

Vírus já matou quase 580 mil pessoas e infetou mais de 13,4 milhões no mundo

A pandemia do novo coronavírus já causou a morte a pelo menos 579.938 pessoas e infetou mais de 13.407.780 em 196 países e territórios desde o início da epidemia, em dezembro de 2019 na cidade chinesa de Wuhan., segundo um balanço da agência AFP até às 19:00 TMG (20:00 de Lisboa) de quarta-feira.

Pelo menos 7.264.600 casos foram considerados curados pelas autoridades de saúde.

Países mais atingidos:

  • Estados Unidos, com 136.900 óbitos e 3.465.031 casos
  • Brasil com 74.133 mortes e 1.926.824 casos
  • Reino Unido 45.053 mortes (291.911 casos)
  • México, com 36.327 mortes (311.486 casos)
  • Itália, com 34.997 mortos (243.506 casos)..
  • China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) com 83.611 casos e 4.634 mortes

A Europa totalizava às 19:00 TMG de quarta-feira 203.793 mortes em 2.879.566 casos, a América Latina e Caribe 149.597 mortes (3.495.775 casos), Estados Unidos e Canadá 145.740 mortes (3.573.752 casos), a Ásia 45.518 mortes (1.860.260 casos), o Médio Oriente 21.364 mortes (957.272 casos), África 13.786 mortes (629.080 casos) e a Oceânia 140 mortes (12.077 casos).

1.676 mortes e 47.426 casos de Covid-19 em Portugal

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta quarta-feira a existência de 1.676 mortes e 47.426 casos de Covid-19 em Portugal desde o início da pandemia.

O número de óbitos subiu de 1.668 para 1.676, mais 8 em relação a ontem, enquanto o número de infetados aumentou de 47.051 para 47.426, mais 375, um aumento de 0,8%.

Há 478 pessoas internadas, 68 estão nos cuidados intensivos.

O número de casos recuperados subiu de 31.550 para 32.110, mais 560.

Links úteis

Mapa com os casos a nível global