Coronavírus

Clubes alemães aprovam proposta para regresso dos adeptos aos estádios

Ricardo Moraes

Plano está ainda dependente de aprovação governamental.

Especial Coronavírus

As equipas profissionais do futebol alemão aprovaram hoje o modelo proposto pela Liga para o regresso dos adeptos aos estádios no início do campeonato 2021/21, em 18 de setembro, num plano pendente de aprovação governamental.

"Quando e quantos espetadores serão autorizados a regressar aos estádios não é uma decisão da Liga alemã (DFL). Não esperamos nada, e não exigimos nada, mas vamos preparar-nos", disse o presidente do organismo, Christian Seifert.

As 36 equipas das duas divisões estão unidas na pretensão de voltar a ter adeptos -- não só pela parte desportiva, mas igualmente financeira -- e a evolução da pandemia da covid-19 ditará o êxito da sua vontade, sempre pendente de decisão política.

"Atualmente, o coronavírus continua a ter um papel importante. A prioridade atual na Alemanha não é encher estádios, mas a situação da saúde pública", admitiu o dirigente, quando o país identificou 879 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas.

O plano da DFL contempla, entre outros, suspender a presença dos adeptos das equipas visitantes, acabar com os lugares em pé e a proibição de bebidas alcoólicas.

De igual modo, as entradas seriam personalizadas, para que, em caso de infeção, se possam detetar possíveis cadeias de transmissão.

Recentemente, o primeiro ministro da região da Baviera, Markus Soder, manifestou-se cético, devido ao aumento de contágios nos últimos dias, declarando, a propósito, que assim "fica difícil pensar em jogos com 25.000 espetadores".

A organização que agrupa diversas claques de 'ultras', a Unsere Kurve, também se revelou prudente com a possibilidade de o público regressar aos estádios.

"Apesar do desejo de o fazermos, devemos lembrar que vivemos no meio de uma pandemia e o bom senso deve dar prioridade à proteção da saúde. Se os contágios aumentarem, e a consequência é que não podemos ir aos estádios, é algo que temos de aceitar", resignou-se Jost Peter, da direção da Unsere Curve.

Segundo uma sondagem avançada hoje pela ZDF, 77% dos alemães receiam uma segunda vaga, que, de acordo com o sindicato dos médicos Marburger Bund, o país já está a atravessar.

Covid-19 já matou mais de 694 mil pessoas e infetou mais de 18,3 milhões em todo o mundo

A pandemia de covid-19 já matou pelo menos 694.507 pessoas e infetou mais de 18.324.580 em 196 países e territórios desde que o vírus foi detetado na China, em dezembro de 2019, refere o último balanço feito pela Agência France-Presse (AFP) com base em dados oficiais. Pelo menos 10.707.500 já foram considerados curados.

O número de casos diagnosticados só reflete, no entanto, uma fração do número real de infeções, já que alguns países testam apenas casos graves, outros fazem os testes para rastreio e muitos países mais pobres têm uma capacidade limitada de fazer testes.

Países mais atingidos

Países que mais vítimas mortais contabilizaram nos seus últimos relatórios foram a Índia, com 803 novos casos, o Brasil (561) e os Estados Unidos (532).

Países com o maior número de mortes em relação à sua população, a Bélgica com 85 mortes por cada 100.000 habitantes, seguida do Reino Unido (68), de Espanha (61), do Peru (60) e da Itália (59).

  • Estados Unidos com 155.471 mortes e 4.717.716 casos. Pelo menos 1.513.446 pessoas foram declaradas curadas no país.
  • Brasil, com 94.665 mortos e 2.750.318 casos
  • México, com 48.012 mortos e 443.813 casos de infeção
  • Reino Unido, com 46.210 mortos e 305.623 casos
  • Índia, com 38.938 óbitos e 1.855.745 casos de infeção
  • China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) contabiliza oficialmente um total de 84.464 casos (36 novos nas últimas 24 horas), incluindo 4.634 mortes e 79.030 recuperados.

A Europa totalizava, às 12:00 de hoje, 211.145 mortes e 3.233.151 casos, enquanto a América Latina e as Caraíbas registavam 203.726 óbitos (5.032.028 casos). Os Estados Unidos e o Canadá contabilizavam 164.453 mortes (4.834.723 casos) e na Ásia somavam-se 65.970 óbitos (3.048.933 casos). O Médio Oriente contabilizava 28.320 mortes (1.185.167 casos), África 20.629 óbitos (970.097 casos) e Oceânia 264 mortes (20.489 casos).

Portugal com 1 morte e 112 casos de Covid-19 nas últimas 24 horas

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta terça-feira a existência de 1.739 mortes e 51.681 casos de Covid-19 em Portugal, desde o início da pandemia.

O número de óbitos subiu de 1.738 para 1.739, mais 1 do que ontem. Na segunda-feira, Portugal registou o primeiro dia desde 16 de março sem óbitos pela doença, uma tendência que não se manteve esta terça-feira.

Já o número de infetados aumentou de 51.569 para 51.681, mais 112.

Há 401 doentes internados, 44 encontram-se em Unidades de Cuidados Intensivos.

O número de casos recuperados subiu de 37.111 para 37.318, mais 207.

A região de Lisboa e Vale do Tejo totaliza hoje 26.457 casos de covid-19 mais 68 do que na segunda-feira.

Links úteis

Mapa com os casos a nível global