Coronavírus

Maioria dos trabalhadores sente-se segura quanto à manutenção do emprego

Albert Gea

Estudo da Universidade Europeia.

Especial Coronavírus

A maioria dos trabalhadores sente-se segura quanto às condições laborais, face ao impacto da pandemia de covid-19, e acredita que o seu empregador irá manter os postos de trabalho, segundo um estudo da Universidade Europeia divulgado hoje.

O estudo "(In)segurança Laboral", promovido pela Faculdade de Ciências Empresariais e Sociais da Universidade Europeia, foi realizado entre 22 de maio e 22 de junho e analisou as respostas de 1.519 trabalhadores.

Segundo as conclusões do estudo, "a maior parte da população inquirida sente-se segura no trabalho face à ameaça da pandemia", tendo em conta uma média apurada de 3,80 (entre 01 e 05).

Além disso, a maioria dos inquiridos "concorda que a empresa na qual trabalha manterá todos os postos de trabalho" apresentando uma média de 3,54, e que o empregador "assegurará as condições de segurança no trabalho necessárias face às ameaças da covid-19 (média de 4,02)", revela.

Por outro lado, "os 1.519 inquiridos revelam alguma perceção de insegurança no trabalho" tanto face à continuidade/manutenção do emprego (segurança quantitativa) e face às condições e conteúdo do trabalho (segurança qualitativa), com médias de 2,12 e de 2,62 respetivamente.

Os participantes com menos de 25 anos são os que manifestam um nível de insegurança laboral qualitativa (média de 2,89) e quantitativa (2,73) mais elevada, assim como os trabalhadores com vínculos laborais precários que apresentam uma média de perceção de insegurança laboral qualitativa de 3,42 e quantitativa de 3,15.

As mulheres apresentam uma perceção de insegurança laboral, de natureza qualitativa, "significativamente mais elevada do que os homens", pode ler-se no documento.

Os autores concluem ainda que "o facto de deter mais habilitações parece ter um efeito atenuador na perceção de insegurança laboral quantitativa, uma vez que os participantes no estudo com doutoramento diferem significativamente dos restantes participantes por apresentarem um valor inferior no que se refere a esta variável", com uma média de 1,89.

Quanto ao estado civil, os participantes solteiros revelaram uma perceção de insegurança laboral, tanto qualitativa, como quantitativa mais elevada do que os restantes participantes.

Também os que não estão em teletrabalho revelam uma perceção de insegurança laboral mais alta do que os que estão em casa.

No estudo, os homens parecem crer menos que a empresa reduzirá os postos de trabalho e manifestam-se mais seguros no trabalho face à ameaça da covid-19.

Portugal com 1 morte e 112 casos de Covid-19 nas últimas 24 horas

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta terça-feira a existência de 1.739 mortes e 51.681 casos de Covid-19 em Portugal, desde o início da pandemia.

O número de óbitos subiu de 1.738 para 1.739, mais 1 do que ontem. Na segunda-feira, Portugal registou o primeiro dia desde 16 de março sem óbitos pela doença, uma tendência que não se manteve esta terça-feira.

Já o número de infetados aumentou de 51.569 para 51.681, mais 112.

Há 401 doentes internados, 44 encontram-se em Unidades de Cuidados Intensivos.

O número de casos recuperados subiu de 37.111 para 37.318, mais 207.

A região de Lisboa e Vale do Tejo totaliza hoje 26.457 casos de covid-19 mais 68 do que na segunda-feira.

Covid-19 já matou mais de 694 mil pessoas e infetou mais de 18,3 milhões em todo o mundo

A pandemia de covid-19 já matou pelo menos 694.507 pessoas e infetou mais de 18.324.580 em 196 países e territórios desde que o vírus foi detetado na China, em dezembro de 2019, refere o último balanço feito pela Agência France-Presse (AFP) com base em dados oficiais. Pelo menos 10.707.500 já foram considerados curados.

O número de casos diagnosticados só reflete, no entanto, uma fração do número real de infeções, já que alguns países testam apenas casos graves, outros fazem os testes para rastreio e muitos países mais pobres têm uma capacidade limitada de fazer testes.

Países mais atingidos

Países que mais vítimas mortais contabilizaram nos seus últimos relatórios foram a Índia, com 803 novos casos, o Brasil (561) e os Estados Unidos (532).

Países com o maior número de mortes em relação à sua população, a Bélgica com 85 mortes por cada 100.000 habitantes, seguida do Reino Unido (68), de Espanha (61), do Peru (60) e da Itália (59).

  • Estados Unidos com 155.471 mortes e 4.717.716 casos. Pelo menos 1.513.446 pessoas foram declaradas curadas no país.
  • Brasil, com 94.665 mortos e 2.750.318 casos
  • México, com 48.012 mortos e 443.813 casos de infeção
  • Reino Unido, com 46.210 mortos e 305.623 casos
  • Índia, com 38.938 óbitos e 1.855.745 casos de infeção
  • China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) contabiliza oficialmente um total de 84.464 casos (36 novos nas últimas 24 horas), incluindo 4.634 mortes e 79.030 recuperados.

A Europa totalizava, às 12:00 de hoje, 211.145 mortes e 3.233.151 casos, enquanto a América Latina e as Caraíbas registavam 203.726 óbitos (5.032.028 casos). Os Estados Unidos e o Canadá contabilizavam 164.453 mortes (4.834.723 casos) e na Ásia somavam-se 65.970 óbitos (3.048.933 casos). O Médio Oriente contabilizava 28.320 mortes (1.185.167 casos), África 20.629 óbitos (970.097 casos) e Oceânia 264 mortes (20.489 casos).

Links úteis

Mapa com os casos a nível global