Coronavírus

Governador do estado brasileiro do Amazonas infetado com o novo coronavírus

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O Brasil é o segundo país mais atingido pela Covid-19, atrás dos Estados Unidos.

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O governador do estado brasileiro do Amazonas anunciou estar infetado com o novo coronavírus, juntando-se a 11 líderes estaduais do país que contraíram a Covid-19, além do próprio Presidente, Jair Bolsonaro.

Num vídeo publicado nas redes sociais, Wilson Lima disse ter recebido um diagnóstico positivo na quinta-feira e acrescentou que vai continuar a trabalhar remotamente, cumprindo o isolamento social determinado pelas autoridades sanitárias.

"O meu estado de saúde é bom, mas vou seguir todas as recomendações médicas e a partir de hoje [quinta-feira] estou em isolamento", disse o governador num curto vídeo publicado no Twitter.

O governador instou ainda a população do estado, um dos mais afetados pela Covid-19 no início da pandemia e que viu o sistema de saúde e funerário entrar em colapso há alguns meses, a seguir as recomendações de saúde, como "usar máscaras, álcool gel, manter a distância e, se possível, ficar em casa".

Apesar da orientação de Lima, o estado do Amazonas, no extremo norte do Brasil e no coração da Amazónia, foi o primeiro do Brasil a reabrir escolas públicas após mais de cinco meses de suspensão das aulas.

Cerca de 110 mil alunos do ensino secundário voltaram esta semana às salas de aula das escolas públicas de Manaus, capital do Amazonas, e cujo prefeito, Arthur Virgilio Neto, também contraiu a doença causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2).

Wilson Lima é o 12.º entre os 27 governadores brasileiros a contrair a Covid-19, grupo que conta ainda com o Presidente do país, Jair Bolsonaro, já recuperado da doença, a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e oito ministros.

O estado do Amazonas registou 3.435 mortes e 109.802 casos confirmados do novo coronavírus desde o início da pandemia, de acordo com dados do Ministério da Saúde brasileiro.

Já o Brasil totaliza 105.463 óbitos e 3.224.876 casos confirmados de Covid-19 desde o início da pandemia, sendo o segundo país mais atingido pela doença no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

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