Coronavírus

Macron acredita haver "perspetivas razoáveis" para uma vacina nos próximos meses

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Para o Presidente francês, as melhorias na cooperação europeia têm em conta a associação de vários países e da própria Comissão Europeia, para encorajar a indústria farmacêutica que procura uma vacina.

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O Presidente francês, Emmanuel Macron, estimou esta quinta-feira existirem "perspetivas razoáveis" para que se obtenha "nos próximos meses" uma vacina para a pandemia de covid-19, que provocou, à escala global, 787.918 mortos e infetou mais de 22,4 milhões de pessoas.

"Digo-o e é muito importante, numa altura em que várias vacinas estão na fase III [de testes em seres humanos], que tenhamos perspetivas razoáveis para se obter uma vacina nos próximos meses", disse Macron, numa conferência de imprensa conjunta com a chanceler alemã, Angela Merkel, em Fort de Brégançon, no sul de França. "Isso não vai resolver os problemas das próximas semanas, mas sim nos próximos meses", acrescentou Macron, elogiando a coordenação europeia na investigação de uma vacina.

Nesse sentido, para o Presidente francês, as melhorias na cooperação europeia têm em conta a associação de vários países e da própria Comissão Europeia, para encorajar a indústria farmacêutica que procura uma vacina.

"Também para nos assegurar que teremos a capacidade de a produzi e de as distribuir às nossas populações quando estiverem disponíveis", acrescentou.

Sábado, a Rússia afirmou ter produzido as suas primeiras vacinas contra o novo coronavírus, anunciadas depois pelo Presidente russo, Vladimir Putin, mas recebidas com ceticismo pelo resto do mundo.

Enquanto as investigações aceleram na busca de uma solução, a Comissão anunciou hoje ter reservado 225 milhões de doses individuais de uma potencial vacina para a covid-19 da empresa alemã CureVac, o quarto acordo do género assinado pela União Europeia com laboratórios farmacêuticos.

Bruxelas já reservou 300 milhões de vacinas em preparação da farmacêutica francesa Sanofi, 400 milhões da norte-americana Johnson & Johnson, e 300 milhões do grupo sueco-britânico AstraZeneca, com opção para 100 milhões de doses adicionais.

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