Coronavírus

Ministro britânico dos Transportes explica por que razão Portugal continua na lista de países seguros

Rafael Marchante

Grant Shapps explica que não foi apenas o número de casos por 100.000 habitantes que contou.

Especial Coronavírus

O Governo britânico decidiu manter Portugal na lista dos países isentos de quarentena em Inglaterra devido à reduzida 'taxa de positividade'

Não é apenas o número de casos por 100.000 habitantes que conta, mas também a taxa de casos positivos. O ministro britânico dos Transportes diz que a diminuição da percentagem de testes positivos foi um fator importante na decisão de Inglaterra manter Portugal no corredor turístico.

Segundo o ministro, quando o Reino Unido incluiu Portugal nos corredores de viagem, há duas semanas atrás, o país tinha uma taxa de positividade de 1.8% e esta semana foi de 1,6%, uma tendência positiva.

Admitiu que existe um "grande número de testes a ser realizado em Portugal e isso tende a aumentar os números".

Grant Shapps explica que têm de olhar para outros fatores, porque de outra forma os países acabam por ser excluídos por fazerem muitos testes.

"Temos de olhar para a taxa de positividade, senão acabamos por castigar países que estão a fazer o que é correto", vincou.

Esta semana, antevia-se a saída de Portugal do corredor aéreo britânico, visto que o número de casos em Portugal tinha ultrapassado os limites estabelecidos pelo Reino Unido. Alguns turistas britânicos no Algarve já tinham, inclusive, antecipado a saída das unidades hoteleiras, devido à incerteza do fecho do corredor aéreo.

A imprensa britânica começou a especular esta semana sobre a possibilidade de Portugal e Grécia serem excluídos da lista dos países com "corredores de viagem". A própria ministra da Saúde, Marta Temido, reconheceu na quarta-feira que os casos de covid-19 estão a aumentar em Portugal e que existe um maior risco de transmissão da doença.

Portugal só foi incluído na lista dos países com "corredores de viagem" com o Reino Unido há duas semanas, a 20 de agosto, apesar da pressão do Governo português e do setor do turismo sobre as autoridades britânicas.