Coronavírus

Austríacos recebem por engano cheque dos EUA para aliviar impacto da pandemia

DENIS BALIBOUSE

Aparentemente devido a um erro administrativo.

Especial Coronavírus

Dezenas de austríacos receberam, aparentemente devido a um erro administrativo, cheques do Governo dos Estados Unidos emitidos aos seus cidadãos para aliviar os efeitos da pandemia de covid-19, relata hoje a emissora pública ORF.

Entre os beneficiários encontra-se um reformado de 73 anos que vive em Linz e que recebeu um cheque de 1.200 dólares (1.013 euros), que levantou no banco sem qualquer problema.

"Abri a caixa de correio da minha casa e encontrei um cheque do Tesouro dos EUA no valor de 1.200 dólares com a seguinte indicação: pagamento para impacto económico, o Presidente Donald J. Trump", contou Manfred Barnreiter.

O septuagenário disse ter achado que, pela primeira vez, estava a ser pago por trabalhar nos Estados Unidos durante dois anos, há meio século. No entanto, a sua esposa também recebeu um cheque, e nunca na sua vida esteve naquele país.

Segundo dois bancos regionais austríacos, mais de 100 cheques deste tipo foram recebidos e levantados só no estado federal da Alta Áustria, a oeste de Viena.

Paul Kaiser, porta-voz de um banco regional na Alta Áustria, disse à ORF que, embora seja possível que o Governo dos EUA reclame o dinheiro de volta, é improvável que o faça devido ao elevado custo envolvido.

O banqueiro acrescentou que o envio de cheques a cidadãos na Áustria poderá dever-se a um erro na base de dados dos Estados Unidos, e recordou que 1,1 milhões de cheques foram enviados pelo Governo norte-americano a cidadãos falecidos.

Cada empregado nos Estados Unidos, com um salário inferior a 75.000 dólares por ano, recebeu um desses cheques, além de 500 dólares (425 euros) por cada criança, sempre com o objetivo de aliviar os efeitos económicos da crise do novo coronavírus.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (189.221) e também com mais casos de infeção confirmados (mais de 6,3 milhões).

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 893.524 mortos e infetou mais de 27,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.