Coronavírus

Grande Sinagoga de Jerusalém fechada no Ano Novo judaico pela primeira vez na História

Ronen Zvulun

Devido às restrições impostas para combater a propagação da pandemia da covid-19.

Especial Coronavírus

Pela primeira vez na sua história, a Grande Sinagoga de Jerusalém não vai acolher as celebrações do Ano Novo judaico, devido às restrições impostas para combater a propagação da pandemia da covid-19.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou no início desta semana um confinamento nacional de, pelo menos, três semanas, para conter uma segunda vaga de contágios do novo coronavírus.

Com 166.794 contaminações registadas, incluindo 1.147 mortes, Israel é o país com mais casos 'per capita' nas últimas duas semanas, de acordo com dados recolhidos pela agência francesa France-Presse (AFP), e é também o primeiro país duramente impactado pela covid-19 a reimpor um confinamento nacional.

Esse confinamento vai entrar em vigor a partir de sexta-feira para a festa de Rosh Hashanah (Ano Novo judaico), continuará durante o Yom Kippur (grande perdão) e termina no último dia da festa de Sucot, por volta de 11 de outubro, segundo as autoridades.

As sinagogas geralmente ficam lotadas nos dois dias de Rosh Hashanah e especialmente no Yom Kippur.

Porém, este ano, para limitar a propagação do vírus, as autoridades colocaram em prática um plano que permite aos fiéis orar nas sinagogas, dependendo do tamanho do edifício.

Assim, cada fiel terá de orar num espaço de quatro metros quadrados, o que significa que a grande sinagoga poderia acomodar cerca de 200 pessoas, disse à AFP o seu presidente, Zalli Jaffe.

"Mas decidimos não correr riscos", prosseguiu, acrescentando que a sinagoga fechada em março após o primeiro confinamento iria permanecer assim.

Um importante lugar de oração, este imponente centro espiritual construído sobre as fundações de uma sinagoga menor que servia desde 1958, geralmente recebe entre 1.100 a 1.700 pessoas para orações nos principais feriados judaicos.

"Nunca fechámos desde o início", disse Jaffe, de 67 anos, que frequenta o espaço desde a infância.

A sinagoga inaugurada em 1982 serve como local oficial de oração para o Estado judaico e tradicionalmente acolhe o Presidente de Israel no Yom Kippur.

Enquanto isso, a Esplanada das Mesquitas, o terceiro local mais sagrado do Islão, vai ficar fechada durante três semanas, disseram hoje as autoridades religiosas encarregadas dos locais sagrados muçulmanos na Cidade Velha de Jerusalém.

Conhecida como o Nobre Santuário pelos muçulmanos e o Monte do Templo pelos judeus, a Esplanada das Mesquitas inclui a Cúpula da Rocha e a mesquita de Al-Aqsa.

Tinha encerrado dois meses no início da pandemia de covid-19, pela primeira vez desde a ocupação em 1967 e a anexação de Jerusalém oriental por Israel, a parte palestiniana da cidade.

Mais de 936 mil mortos e 29,6 milhões de infetados em todo o mundo

A pandemia do novo coronavírus já causou a morte a mais de 936.095 pessoas e 29.633.590 foram infetadas em 196 países e territórios desde o início da epidemia de covid-19, em dezembro de 2019, na cidade chinesa de Wuhan. segundo um balanço da agência AFP baseado em dados oficiais.

Pelo menos 19.787.400 casos já foram considerados curados pelas autoridades de saúde.

Nas últimas 24 horas foram registadas 6.257 novas mortes e 296.401 novos casos em todo o mundo. Os países que registaram o maior número de novas mortes são a Índia (1.290), Estados Unidos (1.250) e Brasil (1.113).

Países mais afetados

  • Estados Unidos com 195.961 mortes e 6.606.674 casos
  • Brasil com 133.119 mortos e 4.382.263 casos
  • Índia com 82.066 mortos (5.020.359 casos)
  • México com 71.678 mortos (676.487 casos)
  • Reino Unido com 41.664 óbitos (374.228 casos).
  • A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) contabilizou oficialmente um total de 85.214 casos (12 novos entre terça-feira e hoje), incluindo 4.634 mortos e 80.437 recuperações.

A América Latina e as Caraíbas tiveram um total de 314.495 mortes e 8.403.067 caso, a Europa 222.734 (4.614.184 casos), Estados Unidos e Canadá 205.187 (6.745.229 casos), Ásia 118.964 (6.749.832 casos), Médio Oriente 40.771 (1.722.231 casos), África 33.066 (1.368.342 casos) e Oceânia 878 (30.713 casos).