Coronavírus

Brasil regista mais de 820 mortes diárias por covid-19

Sebastiao Moreira

O país contabilizou mais de 36.300 novos casos de infeção.

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O Brasil somou 829 mortes e 36.303 casos de covid-19 nas últimas 24 horas, informaram esta quinta-feira as autoridades de Saúde, que investigam ainda a eventual relação de 2.396 óbitos com o novo coronavírus.

De acordo com o boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, 324 das 829 mortes ocorreram nos últimos três dias, mas só foram incluídas nos dados de hoje, após confirmação da causa de óbito.

O país sul-americano totaliza agora 134.935 vítimas mortais e 4.455.386 casos diagnosticados desde o início da pandemia no país, registada oficialmente em 26 de fevereiro.

A taxa de letalidade da covid-19 no Brasil mantém-se em 3,0% e a taxa de incidência é agora de 64,2 mortes e de 2.120,1 casos por cada 100 mil habitantes.

O Brasil, país lusófono mais afetado pela pandemia e uma das nações com maior número de mortos e infetados, já registou a recuperação de 3.753.082 pacientes infetados.

Atualmente, 567.369 pessoas diagnosticadas com o novo coronavírus estão sob acompanhamento médico no país.

São Paulo (916.821), Bahia (289.655), Minas Gerais (262.001) e Rio de Janeiro (246.843) são os estados que apresentam o maior número de casos confirmados da covid-19.

Quanto aos óbitos, as unidades federativas mais afetadas são São Paulo (33.472), Rio de Janeiro (17.453), Ceará (8.774) e Pernambuco (7.954).

De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, a tendência de diminuição no número de casos e óbitos pela doença respiratória é verificada em praticamente todas as regiões do Brasil.

Mais de 10 milhões de pessoas não tem acesso regular a alimentos no Brasil

O número de pessoas que não têm acesso a alimentação regular básica no Brasil aumentou para 10,3 milhões entre os anos de 2017 e 2018, informou esta quinta-feira um levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O IBGE classifica dentro da faixa das pessoas com segurança alimentar básica quem vive em domicílios onde há o acesso pleno e regular a alimentos de qualidade e em quantidade suficiente.

Em relação à insegurança alimentar, o IBGE adota uma metodologia que divide os domicílios em três níveis: leve, moderado e grave.

Um domicílio é classificado com insegurança leve quando aparece preocupação com acesso aos alimentos no futuro e a qualidade da alimentação já está comprometida.

No segundo nível, de insegurança moderada, os moradores já têm uma quantidade restrita de alimentos.

Já a insegurança grave aparece quando os moradores passaram por privação severa no consumo de alimentos, podendo chegar à fome.

Dentro desta classificação, o IBGE identificou que dos 68,9 milhões de domicílios do país 36,7% estavam com algum nível de insegurança alimentar que atingiu, ao todo, 84,9 milhões de pessoas no período pesquisado (2017-2018).

Na comparação destes dados com os obtidos em 2013, última vez em que o tema foi investigado pelo órgão responsável pelas estatísticas do Governo brasileiro, a prevalência de insegurança quanto ao acesso aos alimentos aumentou 62,4%.

A pesquisa também apontou que pelo menos metade das crianças brasileiras menores de 5 anos viviam em lares com algum grau de insegurança alimentar.

Segundo o levantamento, 5,1% das crianças com menos de 5 anos e 7,3% das pessoas entre 5 e 17 anos viviam em domicílios com insegurança alimentar grave.

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