Coronavírus

Covid-19. Qual a capacidade do SNS? "Nós estenderemos até ao limite que for necessário" 

Entrevista SIC Notícias

Entrevista do Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales.

Sob o lema "preparar o pior e esperar o melhor", o secretário de Estado Adjunto e da Saúde afirmou esta quarta-feira que o Governo tem estado a preparar o plano de outono-inverno para fazer face à pandemia de covid-19.

Questionado sobre o timing da apresentação da estratégia, Lacerda Sales esclareceu que tem um "objetivo comunicacional" e, por isso, esperaram pela altura certa para que a divulgação do plano pudesse produzir o efeito certo.

Em entrevista na Edição da Noite, respondeu ao pneumologista Filipe Froes que tinha dito que agosto tinha sido um mês perdido no combate à pandemia. Referiu que centros de saúde e hospitais estiveram a preparar-se para uma possível pressão nos próximos tempos.

Em relação à possibilidade de existir ou não uma segunda vaga, António Lacerda Sales explicou - através de gráficos - que a interpretação de primeira ou segunda vaga é muito relativa. Enalteceu ainda o comportamento "muito responsável" do povo português e lembrou que o "sucesso de todos os planos depende essencialmente dos portugueses".

Sobre o limite de internamentos em unidades de cuidados intensivos no Serviço Nacional de Saúde, o secretário de Estado desmentiu as afirmação de alguns especialistas que colocavam a meta nos 700 e disse que o SNS tem uma grande elasticidade e flexibilidade. Mas qual é a capacidade do SNS?

"Nós entenderemos até ao limite que for necessário", respondeu.

António Lacerda Sales sublinhou ainda que "a evidência científica de hoje é o erro retificado de amanhã" e, no que diz respeito ao uso de máscaras, o Governo não pretende avançar com a obrigatoriedade da máscara em espaços públicos ao ar livre. Também o confinamento parcial, que está a ser levado a cabo em Madrid, não é uma opção para o Executivo.

O que está em cima da mesa, até a nível europeu, é a introdução do chamado sistema de "semáforos", que tem como objetivo a sinalização de zonas conforme a situação epidemiológica.

Relativamente ao regresso do público aos estádios de futebol, António Lacerda Sales mostrou-se mais apreensivo. Explicou que o Governo não pode dar sinais contrários àquilo que é a situação epidemiológica do país, mas deixou a questão para a reunião de 2 de outubro entre a Liga Portuguesa, a Direção-Geral da Saúde e o Ministério da Saúde.

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