Coronavírus

Covid-19. Lar de Seixas em Caminha com 29 idosos e 9 funcionários infetados

No total foram realizados 97 testes ao coronavírus nesta instituição.

Especial Coronavírus

Nove funcionários e 29 idosos do Centro Bem-Estar Social de Seixas, concelho de Caminha, testaram positivo à covid-19, disse à Lusa o diretor da instituição, acrescentando que serão repetidos nove testes "que se revelaram inconclusivos".

"Temos o plano de contingência ativo desde março, demos formação prática e trabalhamos com equipas espelho. Este surto surpreende-nos, mas está a ser acompanhado e controlado. Os idosos e os funcionários estão estáveis", descreveu o presidente da direção da instituição, Manuel Vilares.

No total foram realizados 97 testes ao novo coronavírus nesta instituição de Caminha que acolhe 52 utentes e tem um universo de 45 funcionários.

Manuel Vilares confirmou que 29 utentes e nove funcionários testaram positivo e que domingo deverão ser conhecidos os resultados de "testes que se revelaram inconclusivos", num total de nove casos.

"Consideramos que temos capacidade de resposta ao nível de recursos humanos até à próxima semana. Esta é uma situação com responsabilidades a vários níveis, nossas, da Segurança Social, das autoridades de saúde locais e nacionais, do próprio Governo. Tudo deve ser avaliado com maturidade", apontou o responsável.

O presidente da instituição, localizada na freguesia de Seixas no distrito de Viana do Castelo, garantiu que nenhum utente será transferido a menos que a situação se venha a revelar "complexa", afirmando que "de modo geral os idosos infetados estão assintomáticos".

Manuel Vilares precisou que os idosos que testaram positivo estão isolados em dois pisos, com equipas específicas atribuídas a cada piso.

No que diz respeito aos funcionários infetados, esses estão em casa a cumprir quarentena.

Entre outras valências, o Centro Bem-Estar Social de Seixas possui um albergue dedicado a peregrinos do Caminho de Santiago, o qual chegou a estar preparado com 12 camas de retaguarda em março.

"Em maio e junho considerou-se que não era necessário manter essa resposta de retaguarda e passamos a albergar peregrinos sempre com o plano de contingência ativo e os circuitos próprios e apertados acautelados. Agora será feita uma nova avaliação quanto à necessidade, ou não, de retomar esse projeto de retaguarda", disse Manuel Vilares.