Coronavírus

Covid-19. Portugal regista mais 13 mortes e 734 novos casos de infeção

HUGO DELGADO

O último balanço da DGS.

Especial Coronavírus

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta segunda-feira a existência de um total de 2.018 mortes e 79.885 casos de covid-19 em Portugal desde o início da pandemia.

O número de mortes subiu de 2.005 para 2.018. O número de infetados aumentou de 79.151 para 79.885, mais 734 em relação a ontem.

Em relação aos doentes internados, há mais 19 em relação a domingo, são agora 701. Desses, 106 estão nos cuidados intensivos, mais um que ontem.

O boletim refere ainda que as autoridades de saúde têm em vigilância 46.272 contactos, menos 76 em relação a domingo, e que 247 doentes foram dados como recuperados.

Desde o início da pandemia em Portugal, em março, já recuperaram da doença 50.454 pessoas.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo foram notificados mais 356 novos casos de infeção, contabilizando a região 40.600 casos e 796 mortes.

A região Norte regista hoje mais 298 novos casos de infeção por SARS-CoV-2, totalizando 28.882 e 896 mortos desde o início da pandemia.

Na região Centro registaram-se mais 45 casos, contabilizando 6.468 casos e 267 mortos.

No Alentejo foram registados mais seis casos de infeção, totalizando 1.572 e 25 mortos.

A região do Algarve tem hoje notificados mais 25 casos, somando 1.832 situações de infeção e mantém os 19 mortos.

Na Região Autónoma dos Açores foi registado mais um caso nas últimas 24 horas, somando 285 infeções e 15 mortos desde o início da epidemia.

Na Madeira, foram registados mais três casos, contabilizando 246 infeções, sem registo de óbitos até hoje.

Os casos confirmados distribuem-se por todas as faixas etárias, situando-se entre os 20 e os 59 anos o registo de maior número de infeções. A faixa etária 40 e os 49 é a que regista o valor mais elevado.

O novo coronavírus já infetou em Portugal pelo menos 36.223 homens e 43.662 mulheres, de acordo com os casos declarados.

Do total de vítimas mortais, 1.010 eram homens 1.008 mulheres.

O maior número de óbitos continua a concentrar-se nas pessoas com mais de 80 anos.

O boletim de hoje divulga o número de casos por concelhos, sendo Lisboa o que continua a apresentar mais infeções (6.965), seguido de Sintra (5.804), Loures (3.357) e Amadora (3.149).

O concelho de Vila Nova de Gaia regista 2.421 infeções por SARS-CoV-2, Odivelas 2.366, Cascais (2.177), Porto (1.957), Oeiras 1.828, Vila Franca de Xira 1.713, Matosinhos 1.570, Almada 1.393 e o Seixal 1.316, precisa o relatório da situação epidemiológica da covid-19 em Portugal.

Surtos de covid-19 em lares. Sindicato Independente dos Médicos acusa Governo de falta de seriedade

A situação nos lares continua a preocupar as autoridades.

Em Bragança são 115 os infetados nos lares da misericórida. Em Montalegre, o número de infeções na comunidade subiu depois de um surto num lar na freguesia de Salto e em Évora registou-se mais uma morte por covid-19.

No lar de Seixas, em Caminha, o balanço conta já com uma morte por covid-19 e 30 infetados. A casa de bem estar social fez já um pedido à Segurança Social para colocar uma equipa de intervenção no lar, para fazer face à exaustão dos funcionários.

O Sindicato independente dos Médicos diz que é um crime o que está a acontecer nos lares. Jorge Roque da Ciunha defende mesmo que cada institutição deveria ter, ao serviço, pelo menos um médico e um enfermeiro.

Pandemia suspendeu seviços de saude mental em 93% dos países do mundo

A pandemia de Covid-19 interrompeu ou suspendeu serviços essenciais de saúde mental em 93% dos países do mundo, numa altura em que a procura por estes cuidados de saúde está a aumentar, revela um inquérito da OMS hoje divulgado.

O inquérito realizado em 130 países fornece os primeiros dados globais que mostram o impacto devastador da covid-19 no acesso aos serviços de saúde mental e realça a necessidade urgente de um aumento do financiamento.

O inquérito, que foi realizado entre junho e agosto deste ano, em 130 países das seis regiões da Organização Mundial da Saúde, avalia como a prestação de serviços mentais, neurológicos e de uso de substâncias mudou devido à covid-19, os tipos de serviços que foram interrompidos e como os países estão a adaptar-se para superar esses desafios.

Mais de 60% dos países reportaram perturbações nos serviços de saúde mental para pessoas vulneráveis, incluindo crianças e adolescentes (72%), idosos (70%) e mulheres que necessitam de serviços pré-natais ou pós-natais (61%).

Segundo o estudo, 67% viram interrupções no aconselhamento e psicoterapia, 65% nos serviços de redução de danos.

Quase um terço (35%) reportou interrupções nas intervenções de emergência, incluindo pessoas que sofrem de convulsões prolongadas, síndromes de retirada de uso de substâncias severas, e delírio.