Coronavírus

Brasil regista mais de 700 mortes diárias de covid-19

Adriano Machado

Mais de 28.500 novos casos nas últimas 24 horas.

Especial Coronavírus

O Governo brasileiro informou na quinta-feira que o país somou 713 mortes e 28.523 casos de covid-19 nas últimas 24 horas, momento em que a taxa de letalidade da doença no país desceu para 2,9%.

De acordo com o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, o Brasil totaliza agora 152.460 óbitos e 5.169.386 casos de infeção desde o início da pandemia, que foi registada oficialmente no país em 26 de fevereiro.

Após várias semanas com a taxa de letalidade da covid-19 fixada em 3%, o Brasil conseguiu hoje descer para 2,9%, enquanto que a taxa de incidência é agora de 72,5 mortes e 2.459,9 casos por cada 100 mil habitantes.

As autoridades de Saúde brasileiras informaram ainda que 4.599.446 cidadão infetados já recuperaram da doença e 417.480 pacientes diagnosticados com o novo coronavírus continuam sob acompanhamento médico.

São Paulo (1.051.613), Bahia (331.362), Minas Gerais (328.402) e Rio de Janeiro (286.282) são os estados com maior número de infeções. Já as unidades federativas com mais vítimas mortais são São Paulo (37.690), foco da pandemia no país, seguido pelo Rio de Janeiro (19.555), Ceará (9.192) e Pernambuco (8.456).

Por outro lado, um consórcio formado pela imprensa brasileira, que colabora na recolha de informações junto das secretarias de Saúde estaduais, indicou que o país registou 734 óbitos e 29.498 infetados nas últimas 24 horas.

No total, o consórcio constituído pelos principais 'media' do Brasil revelou que o país contabiliza 5.170.996 casos e 152.513 mortos, desde o início da pandemia, registada no país em 26 de fevereiro.

Em conferência de imprensa na tarde de quinta-feira, a tutela da Saúde apresentou o Programa Nacional de Imunizações focado na aplicação da vacina contra a covid-19, cujo início está previsto para janeiro do próximo ano.

De acordo com o Ministério, nesse primeiro momento serão disponibilizadas 15 milhões de doses, que poderão ser aplicadas em 7% da população brasileira através do Sistema Único de Saúde (SUS).

No cronograma apresentado, a previsão é que os resultados da fase de testes da vacina do laboratório AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, sejam finalizados em novembro.

"Estamos a trabalhar para adiantar o cronograma para dezembro. No acordo, vamos receber 15 milhões de doses por mês, totalizando 100 milhões. (...) Com a transferência de tecnologia, a previsão é que este ingrediente seja produzido aqui a partir de abril. No segundo semestre, teríamos a capacidade de produzir mais 110 milhões de doses", explicou o secretário executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco.

Apesar do executivo brasileiro esclarecer que vai adquirir a primeira vacina que ficar pronta, a calendarização apresentada tem apenas em conta a vacina da Universidade de Oxford, deixando de fora outros três imunizantes em testes no país.

"Não descartamos nenhuma possibilidade. Dessa forma, estamos com foco, principalmente, naquelas que estão na terceira fase dos seus testes", ressaltou Franco.

O governador de São Paulo acusou o Presidente, Jair Bolsonaro, de politizar a vacina contra a covid-19 depois que o Ministério da Saúde deixou de incluir a CoronaVac, imunizante chinês testado no país, no calendário de vacinação.

O imunizante é testado desde julho em São Paulo e noutros estados numa parceria da Sinovac com o Instituto Butantan, órgão ligado ao governo regional de São Paulo.