Coronavírus

Covid-19 em Portugal. Marcelo admite recolhimento obrigatório 

Presidente da República diz que quer evitar cenários radicais, mas deixa avisos.   

Especial Coronavírus

Recolhimento obrigatório, novo estado de emergência ou o regresso ao confinamento: o Presidente da República admitiu esta sexta-feira a hipótese de medidas mais drásticas para controlar a pandemia em Portugal.

De visita a Aljezur, Marcelo Rebelo de Sousa diz que quer evitar cenários radicais, mas avisa que se os números se agravarem, nenhum poder político pode ficar parado.

Portugal registou esta sexta-feira mais 21 mortes e 2.608 novos casos de Covid-19. É o maior número de mortes desde o fim de abril e um novo máximo no número de casos diários.

PRIMEIRO-MINISTRO EM SINTONIA COM MARCELO

Também esta sexta-feira, António Costa deixou um aviso ao país: se os portugueses não cumprirem as novas medidas para conter a pandemia, Portugal pode voltar ao estado de emergência. É desta forma que justifica a obrigatoriedade da aplicação StayAway Covid.

“Com este ritmo de crescimento da pandemia que estamos a ter, se nós não adotamos agora medidas desta natureza se calhar vamos estar, daqui a uns tempos, a ter de tomar medidas muito mais constringentes das liberdades – desde logo da liberdade de movimento como adotamos no início desta pandemia”, disse Costa.

O primeiro-ministro admitiu que ele próprio tem dúvidas que a medida respeite as liberdades individuais, mas, mesmo assim, decidiu propô-la. E sabe também que nenhum dos partidos está dispostos a aprovar a proposta tal como está.

Para além das dúvidas sobre a constitucionalidade desta obrigação, todos os partidos questionam como é que será controlado o cumprimento da medida.

DGS anuncia reforço das equipas de enfermagem

A Direção-Geral da Saúde admitiu esta sexta-feira que as equipas de saúde pública estão sob pressão e avançou que irão ser reforçadas para a semana com estudantes de enfermagem.

A taxa de ocupação nos hospitais portugueses para a Covid-19 ronda os 70%, tanto em enfermaria como nos Cuidados Intensivos.

O hospital Amadora-Sintra está acima da média da região, funcionando quase no limite. Na unidade de cuidados intensivos existem apenas duas camas disponíveis.

A norte, a região que tem registado o maior crescimento diário de infetados, o hospital São João está no nível três do plano de contingência e tem uma taxa de ocupação de 61%. Este valor sobe para os 70% quando se analisa a unidade dos cuidados intensivos.