Coronavírus

Governo búlgaro multado depois de primeiro-ministro visitar igreja sem máscara

Olivier Hoslet

O governo, que tinha prazo para recorrer da multa, decidiu não o fazer, disseram fontes do governo à agência Efe.

Especial Coronavírus

O governo da Bulgária foi multado em 500 euros depois de o primeiro-ministro, populista de direita Boyko Borisov, ter visitado uma igreja sem usar máscara, anunciaram esta sexta-feira as autoridades de saúde, citadas pela agência espanhola Efe.

O evento ocorreu no dia 28 de setembro em Lovech, a 150 quilómetros de Sófia, onde Borisov e vários membros do governo, muitos deles também sem máscara, visitaram uma igreja no local, disse Aneta Vineva, diretora da Inspeção de Saúde dessa região.

Anteriormente, a responsável tinha explicado aos meios locais que o montante de 500 euros foi definido tendo em conta que houve vários membros do Governo que não cumpriram a obrigação de uso de máscara nos espaços públicos.

Fotos de Borisov com o rosto destapado circulam há dias nas redes sociais.

A sanção é imposta ao Conselho de Ministros, como entidade jurídica, não ao primeiro-ministro.

O governo, que tinha prazo para recorrer da multa, decidiu não o fazer, disseram fontes do governo à Efe.

Estas fontes não indicaram quando vai ser paga a multa ou se o primeiro-ministro já tinha pago uma anterior, de 150 euros, imposta em junho por visitar um mosteiro também sem máscara.

No passado mês de julho, a chanceler alemã, Angela Merkel, teve que chamar a atenção de Borisov para indicar que não estava a usar a máscara adequadamente, por tê-la debaixo do nariz, durante uma cimeira da União Europeia.

A Bulgária marca, há uma semana, um novo recorde diário de casos de covid-19, sendo que, nas últimas 24 horas, foram confirmados 914 contágios.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão e noventa e nove mil mortos e quase 39 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.