Coronavírus

Covid-19. Infetados denunciam falta de acompanhamento pelas autoridades de saúde

Família esteve cinco dias à espera de contacto do Serviço Nacional de Saúde.

Especial Coronavírus

Com os números de infetados de covid-19 a subir, há queixas de falta de acompanhamento por parte das autoridades de saúde. À SIC têm chegado relatos de atrasos na realização de testes, mas também de falta de acompanhamento médico a doentes infetados que estão em casa.

Família esteve cinco dias à espera de contacto

É o caso da família de Leonor Ganhão, que começou a ter sintomas há quatro dias. Um dia antes o marido foi diagnosticado com covid-19. Durante cinco dias a família esteve fechada em casa, sem qualquer acompanhamento médico.

A filha, estudante universitária, também tem sintomas. Mas, para já, só o pai conhece o diagnóstico. De quinta a segunda-feira não foram contactados para realizar qualquer teste de despistagem.

Foi uma chamada da Unidade de Saúde Pública do Barreiro que viria a confirmar o porquê da falta de acompanhamento. O marido de Leonor Ganhão só foi inserido nas listagens de doentes com covid-19 no final da manhã de segunda-feira. Em cinco dias, o rastreamento de contactos próximos foi feito pela própria família.

Seis dias e ainda sem teste

A mesma denúncia é feita por João Pedro Camacho. A sua mãe, de 69 anos, contactou a linha de Saúde 24 e seis dias depois não foi chamada para fazer qualquer teste. O companheiro e o filho, que vivem na mesma casa, não receberam qualquer indicação para isolamento.

João Camacho é promotor imobiliário e tinha visitado vários clientes no dia em que soube que poderia ser um contacto de risco. Não está obrigado a isolamento profilático, mas por conta pópria decidiu manter-se em casa à espera do resultado do teste, que a mãe acabaria por fazer no setor privado.

Portugal regista mais 15 mortes e 1.876 novos casos

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou no boletim diário desta terça-feira que há mais 15 mortes e 1.876 novos casos de covid-19 em Portugal.

O número de mortes subiu de 2.198 para 2.213, mais 15 do que na segunda-feira e o número de infetados subiu de 101.860 para 103.736 em apenas 24 horas.

Em vigilância, permanecem 56.126 contactos, mais 701 do que na segunda-feira.

Os dados divulgados esta terça-feira revelam ainda mais 1.932 casos recuperados, perfazendo 61.898.

Já os casos ativos são agora 39.625, menos 71 em comparação com o dia anterior.

Em internamento estão 1.237 pessoas, mais 63 do que na segunda-feira. Nas unidades de cuidados intensivos estão internados 176 doentes, mais 11 do que no dia anterior.

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