Coronavírus

Covid-19. Marcelo avisa que crise sanitária vai durar muitos meses 

Presidente da República pede bom senso.

Especial Coronavírus

O Presidente da República admite que está preocupado com a atual situação da pandemia de covid-19 em Portugal.

"Estou preocupado, mas não deixamos de viver"

Marcelo Rebelo de Sousa avisa também que a crise sanitária vai durar ainda muitos meses e pede bom senso aos portugueses.

"Este surto pode durar quatro, seis, oito meses (…) temos de ter bom senso."

Portugal regista mais 16 mortes e 2.535 novos casos de Covid-19

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou no boletim diário desta quarta-feira que há mais 16 mortes e 2.535 novos casos de Covid-19 em Portugal.

O número de mortes subiu de 2.213 para 2.229, mais 16 do que na terça-feira e o número de infetados subiu de 103.736 para 106.271 em apenas 24 horas.

Em vigilância, permanecem 55.882 contactos, menos 244 do que na terça-feira.

Os dados divulgados esta quarta-feira revelam ainda mais 1.340 casos recuperados, perfazendo 63.238.

DGS diz que há 28 surtos de Covid-19 em hospitais

A diretora-geral da Saúde avançou esta quarta-feira que há 28 surtos ativos de covid-19 em hospitais, com 326 casos envolvidos, e situações de doentes que foram infetados quando estavam internados.

"Não quer dizer que todos sejam surtos de grandes dimensões", porque "bastam dois casos ligados entre si para se considerar um surto", explicou Graça Freitas na conferência regular de atualização dos números da pandemia de covid-19 em Portugal.

Questionada sobre o número de contágios de infeção pelo vírus SARS-CoV-2 em meio hospitalar, uma vez que tem havido alguns relatos de casos, nomeadamente de mortes, Graça Freitas disse ter conhecimento de "algumas situações", mas não dados concretos.

Enfermeiros e farmacêuticos pedem ao Governo melhor resposta para a segunda vaga

O Presidente da República recebeu em audiência, esta terça-feira, as representantes da Ordem dos Enfermeiros e da Ordem dos Farmacêuticos. No final da audiência, as críticas foram para o Governo, a quem pedem uma resposta mais forte para a segunda vaga da pandemia.

“Nós acreditamos sinceramente que os próximos meses têm que ter uma resposta mais forte, mais conseguida do que aquilo que temos tido, sobretudo nesta segunda fase da pandemia. Na primeira fase estamos de acordo que houve uma resposta a uma coisa que não conhecíamos”, disse Ana Paula Martins, bastonária da Ordem dos Farmacêuticos, no final da audiência.