Coronavírus

Marcelo, Ferro e Costa homenageiam vítimas da covid-19 esta segunda-feira

RODRIGO ANTUNES

Num cerimónia junto ao Palácio de Belém.

Especial Coronavírus

O chefe de Estado, o presidente da Assembleia da República e o primeiro-ministro vão participar na segunda-feira de manhã numa cerimónia de homenagem aos mortos, junto ao Palácio de Belém, em Lisboa, em dia de luto nacional.

De acordo com o programa previsto, esta "Cerimónia do içar da bandeira nacional em dia de luto nacional e homenagem a todos os falecidos, em especial às vítimas da pandemia da doença covid-19" terá início pelas 10:00, com a chegada do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Antes, chegarão ao local os presidentes de tribunais superiores, o primeiro-ministro, António Costa, e o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues.

2 de novembro, decretado dia de luto nacional

Na Praça Afonso de Albuquerque, junto à entrada do Palácio de Belém, onde estará uma guarda de honra composta por militares do esquadrão presidencial, a bandeira nacional será primeiro içada até ao topo, ao som do hino nacional, e depois colocada a meia haste, em silêncio.

Em seguida, as entidades presentes guardarão um minuto de silêncio.

O Governo decidiu em 22 de outubro declarar esta segunda-feira, 02 de novembro, Dia de Finados, "como dia de luto nacional, como forma de prestar homenagem a todos os falecidos, em especial às vítimas da pandemia da doença covid-19", lê-se no comunicado sobre essa reunião do Conselho de Ministros.

O Presidente da República assinou no dia 26 de outubro este decreto, que foi aprovado em Conselho de Ministros na mesma reunião em que o Governo decidiu restringir a circulação entre concelhos do território entre 30 de outubro e 03 de novembro - abrangendo o Dia de Todos os Santos, feriado nacional, e o Dia de Finados.

AS NOVAS MEDIDAS DE COMBATE À PANDEMIA PARA OS CONCELHOS DE MAIOR RISCO

O primeiro-ministro informou no sábado que o Governo vai impor novas regras de combate à pandemia para os concelhos de maior risco.

As novas medidas serão aplicadas aos concelhos que tenham acumulado 240 casos de covid-19 por cada 100.000 habitantes nos 14 dias anteriores. Os concelhos de maior risco serão identificados a cada 15 dias e são sujeitos a medidas especiais que entram em vigor a partir de dia 4 de novembro.

  • Dever de recolhimento domiciliário (exceto para ir trabalhar, ir à escola, fazer compras ou exercício físico);
  • Desfasamento de horários de trabalho obrigatório;
  • Encerramento de estabelecimentos comerciais a partir das 22h00;
  • Restaurantes com grupos limitados a 6 pessoas e funcionamento até às 22h30;
  • Eventos e celebrações limitados a 5 pessoas (salvo se do mesmo agregado familiar);
  • Proibidas feiras e mercados de levante;
  • Teletrabalho obrigatório, salvo impedimento do trabalhador.

Consulte a lista dos concelhos abrangidos aqui.

PORTUGAL COM MAIS 37 MORTES E 3.062 CASOS DE COVID-19

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou no boletim diário deste domingo que há mais 37 mortes e 3.062 novos casos de Covid-19 em Portugal. No total, o país regista 2.544 vítimas mortais e 144.341 infetados pelo novo coronavírus.

Nas últimas 24 horas são menos dois os doentes internados nas Unidades de Cuidados Intensivos, totalizando 284.

Em relação aos internamentos, o número de pessoas hospitalizadas continua a subir há cerca de duas semanas, sendo agora 2.122 pessoas, mais 150 do que no sábado.

A DGS revela que estão ativos 60.026 casos de infeção, mais 1.534 do que no sábado.

Também nas últimas 24 horas foram dados como recuperadas 1.491 pessoas, num total de 81.771 desde o início da pandemia.

As autoridades de saúde têm agora sob vigilância 64.805 pessoas, mais 291 nas últimas 24 horas.