Coronavírus

PCP considera novas medidas de combate à pandemia “desproporcionais”

TIAGO PETINGA

A reação do partido ao anunciado no sábado pelo primeiro-ministro.

Especial Coronavírus

O PCP disse este domingo que as medidas anunciadas no sábado pelo Governo para combater a covid-19 são "desproporcionais e para além do estritamente necessário".

O secretário-geral do partido, Jerónimo de Sousa, defendeu esta manhã no concelho da Moita que os problemas não se resolvem com a limitação de direitos ou clima de medo.

O CDS, por sua vez, lamenta que nada tenha sido dito sobre um contributo dos setores social e particular para o combater a pandemia. O presidente dos centristas, Francisco Rodrigues dos Santos, acusou o Governo de agir tarde e colocar a "ideologia à frente das pessoas".

As novas medidas de combate à pandemia para os concelhos de maior risco

O primeiro-ministro informou no sábado que o Governo vai impor novas regras de combate à pandemia para os concelhos de maior risco.

As novas medidas serão aplicadas aos concelhos que tenham acumulado 240 casos de covid-19 por cada 100.000 habitantes nos 14 dias anteriores. Os concelhos de maior risco serão identificados a cada 15 dias e são sujeitos a medidas especiais que entram em vigor a partir de dia 4 de novembro.

  • Dever de recolhimento domiciliário (exceto para ir trabalhar, ir à escola, fazer compras ou exercício físico);
  • Desfasamento de horários de trabalho obrigatório;
  • Encerramento de estabelecimentos comerciais a partir das 22h00;
  • Restaurantes com grupos limitados a 6 pessoas e funcionamento até às 22h30;
  • Eventos e celebrações limitados a 5 pessoas (salvo se do mesmo agregado familiar);
  • Proibidas feiras e mercados de levante;
  • Teletrabalho obrigatório, salvo impedimento do trabalhador.

Consulte a lista dos concelhos abrangidos aqui.

Portugal com mais 37 mortes e 3.062 casos de Covid-19

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou no boletim diário deste domingo que há mais 37 mortes e 3.062 novos casos de Covid-19 em Portugal. No total, o país regista 2.544 vítimas mortais e 144.341 infetados pelo novo coronavírus.

Nas últimas 24 horas são menos dois os doentes internados nas Unidades de Cuidados Intensivos, totalizando 284.

Em relação aos internamentos, o número de pessoas hospitalizadas continua a subir há cerca de duas semanas, sendo agora 2.122 pessoas, mais 150 do que no sábado.

A DGS revela que estão ativos 60.026 casos de infeção, mais 1.534 do que no sábado.

Também nas últimas 24 horas foram dados como recuperadas 1.491 pessoas, num total de 81.771 desde o início da pandemia.

As autoridades de saúde têm agora sob vigilância 64.805 pessoas, mais 291 nas últimas 24 horas.

  • Não estou de acordo

    Opinião

    Não estou de acordo com métodos medievais para enfrentar uma pandemia. Se os vírus evoluíram, a organização da sociedade também deveria ter evoluído o suficiente para os combater de outra forma. O recolher obrigatório é próprio dos tempos obscuros e das sociedades não democráticas. Proibir as pessoas de circular na rua asfixia a economia e não elimina a pandemia.

    José Gomes Ferreira