Coronavírus

Covid-19. Cuidados intensivos na Guarda a um terço do limite da capacidade 

Na área de jurisdição da Unidade Local de Saúde da Guarda registam-se 810 casos ativos.

Especial Coronavírus

Com oito doentes e 12 camas de cuidados intensivos destinadas a doentes com covid-19, a unidade do Hospital da Guarda tem de momento quatro camas disponíveis e, como tal, esgotou já dois terços da capacidade para o efeito.

Para este número estão a contribuir os doentes provenientes da Covilhã, onde não existem salas de isolamento ou quartos de pressão negativa.

Ainda no sábado passado, João Casteleiro, presidente do Hospital Universitário da Cova da Beira, disse à SIC que esta semana estariam prontos dois quartos com aquelas caraterísticas, mas as obras ainda não foram concluídas. E, explicação não houve apesar de ter sido pedida.

Além das 12 camas de cuidados intensivos para doentes Covid, o hospital da Guarda dispõe ainda de mais oito camas, mas para doentes não Covid.

Unidade de segunda linha para Covid-19 na região centro, o Hospital Sousa Martins abriu na quarta-feira uma segunda enfermaria para os doentes portadores do novo coronavírus. Ao contrário do que foi anunciado pela administração cessante liderada pela médica Isabel Coelho, a chamada ala 2 não ficou disponível na sexta-feira dia 30 de outubro, mas apenas cinco dias depois. E mesmo assim sem as condições devidas.

No momento em que foram internados os primeiros dois doentes, a enfermaria tinha falhas de material. Nem sequer estava acessível o software designado por GHAF que permite consultar a medicação dos doentes em causa. E os recursos humanos disponíveis davam serventia a ambas as enfermarias.

Agora, já foi internado um terceiro doente e admite-se a possibilidade de elevar de 12 para 20 o número de camas. Estavam disponíveis 10, mas em 24 horas já ali foram colocadas mais duas camas.

A primeira ala contabiliza 40 camas e tem quase sempre lotação esgotada pelo que na globalidade, o principal hospital do distrito galga a passos largos para a meia centena de internamentos.

Na área de jurisdição da Unidade Local de Saúde da Guarda registam-se 810 casos ativos, 492 dos quais no concelho sede. De março para cá, morreram 34 pessoas.