Coronavírus

Covid-19. Espanha regista número diário de mortes mais elevado da segunda vaga da pandemia

Juan Medina

Há mais 411 mortes provocadas pela covid-19.

Especial Coronavírus

A Espanha contabilizou esta terça-feira mais 411 mortes atribuídas à covid-19, o número mais elevado da segunda vaga da doença, passando o total de óbitos para 39.756, segundo números divulgados pelo Ministério da Saúde espanhol.

As autoridades sanitárias também registaram 17.395 novos casos de covid-19, número que indica que o valor diário está a baixar, elevando para 1.398.613 o total de infetados no país desde o início da pandemia.

Deram entrada nos hospitais com a doença nas últimas 24 horas 2.270 pessoas, das quais 413 na Andaluzia, 389 na Catalunha e 208 em Madrid.

Em todo o país há 20.943 pessoas hospitalizadas com a covid-19, o que corresponde a 17% das camas, das quais 3.064 pacientes em unidades de cuidados intensivos, o que corresponde a 32% das camas desse serviço.

Nível de incidência acumulada estabiliza

O nível de incidência acumulada em Espanha estabilizou esta terça-feira nos 525 casos diagnosticados por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias (menos quatro do que na segunda-feira), sendo as regiões com os níveis mais elevados a de Ceuta (1.066), Melilla (1.059), Aragão (976), Navarra (910), Castela e Leão (859), Rioja (797), País Basco (779) e Catalunha (678).

"Dá a sensação que estamos numa situação de estabilização" da pandemia em Espanha, disse hoje Fernando Simon, o epidemiologista chefe do Ministério da Saúde.

Governo espanhol espera comprar 20 milhões de doses da vacina Pfizer

Por outro lado, o Governo espanhol espera comprar 20 milhões de doses da vacina Pfizer para a covid-19, o que permitirá imunizar gratuitamente 10 milhões de pessoas a partir do fim do ano ou inícios de 2021, anunciou hoje o ministro da Saúde.

Em declarações feitas ao canal de televisão RTVE, Salvador Illa afirmou estar confiante de que uma parte "relevante" da população espanhola estará vacinada em maio de 2021 e que ainda esta semana poderão ser assinados mais alguns contratos com a empresa farmacêutica Pfizer e outras empresas para que as primeiras doses cheguem no início de 2021.

Se "tudo correr bem", avançou o ministro, as primeiras poderiam mesmo chegar até ao final de 2020.

A aguardar pela assinatura desses contratos, o Governo espanhol estima que 20 milhões de doses vão estar disponíveis para imunizar 10 milhões de pessoas (uma vez que são necessárias duas doses) através do Sistema Nacional de Saúde.

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