Coronavírus

Guterres defende que vacina para a covid-19 tem de ser um bem público para todos

Mike Segar

António Guterres falava, através de um vídeo, na iniciativa "Juntos por um multilateralismo reforçado".

Especial Coronavírus

O secretário-geral da ONU, António Guterres, exigiu esta terça-feira que a vacina contra o novo coronavírus que causa a covid-19 seja um bem público disponível para todos o mais rápido possível.

"Necessitamos da vacina e de medicamentos para que as nossas sociedades possam recuperar melhor da covid-19", disse, realçando que deve ser promovida entre todos uma "mudança real" para não se voltar aos sistemas que deram origem ao mundo atual e conseguir sociedades mais resilientes, inclusivas e equitativas.

António Guterres falava, através de um vídeo, na iniciativa "Juntos por um multilateralismo reforçado", copatrocinada pela Espanha e pela Suécia a propósito do 75.º aniversário das Nações Unidas, cumpridos em setembro.

A iniciativa apela à concretização da declaração aprovada em setembro nas Nações Unidas sobre o modo como a organização deve enfrentar os desafios do futuro.

Guterres defendeu a aposta num multilateralismo mais eficaz e com novas ideias, num trabalho que tenha em consideração a Agenda 2030, o Acordo de Paris e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

Através de videoconferência, o primeiro-ministro sueco considerou, por seu turno, que o multilateralismo é a único modo de ultrapassar a pandemia e a crise económica que gerou.

"Só se trabalharmos juntos teremos sucesso em sair mais fortes da crise", disse Stefan Lofven.

O presidente da Costa Rica, Carlos Alvarado, apelou a um multilateralismo "solidário e eficaz" no âmbito das Nações Unidas, no qual se passe dos "compromissos à ação" para enfrentar os principais desafios globais.

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinta Ardern, insistiu no trabalho conjunto "com determinação, com a ciência e a política" para conter a pandemia, enquanto a sua homóloga do Bangladesh, Sheikh Hasina, considerou que o coronavírus tornou claro que o multilateralismo e a cooperação internacional são mais necessários que nunca e que "ninguém está seguro a não ser que todos estejam seguros".

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