Coronavírus

Bruxelas propõe União Europeia da Saúde e pede mais poderes em caso de crises sanitárias

Correspondentes SIC

A pandemia pôs a nu as falhas e dificuldades de cooperação entre Estados-membros.

Especial Coronavírus

A Comissão Europeia pede mais poderes na área da saúde para poder agir em caso de crise. O plano para uma União Europeia da Saúde, apresentado esta quarta-feira, prevê que Bruxelas possa declarar situação de emergência europeia ou auditar os planos sanitários nacionais.

Esta quarta-feira foi também aprovado o contrato europeu com BioNTech-Pfizer para a compra de 300 milhões de doses da vacina contra a Covid-19.

"Em tempos de crise, quando enfrentamos esta ameaça sanitária que não respeita fronteiras, os cidadãos esperam que a União Europeia tenha um papel mais ativo a protegê-los. E é por isso que hoje propomos os primeiros blocos de uma União Europeia mais segura, mais resiliente e bem preparada na área da Saúde", disse a comissária da Saúde, Stella Kyriakides.

Entre os objetivos está o reforço do mandato do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças para que possa apoiar a resposta local nos países, fazer recomendações aos Estados-membros e juntamente com a comissão, auditar e testar os planos nacionais de preparação.

A Comissão quer também reforçar os poderes da Agência Europeia de Medicamentos para monitorizar a eficácia e segurança de vacinas e a escassez de medicamentos e dispositivos médicos.

  • Não estou de acordo

    Opinião

    Não estou de acordo com métodos medievais para enfrentar uma pandemia. Se os vírus evoluíram, a organização da sociedade também deveria ter evoluído o suficiente para os combater de outra forma. O recolher obrigatório é próprio dos tempos obscuros e das sociedades não democráticas. Proibir as pessoas de circular na rua asfixia a economia e não elimina a pandemia.

    José Gomes Ferreira